Tensão

Saída de diplomatas dos EUA do Iraque deve-se a "ameaça iminente" com Irão

Saída de diplomatas dos EUA do Iraque deve-se a "ameaça iminente" com Irão

A ordem de retirada de diplomatas norte-americanos não essenciais do Iraque foi motivada por uma "ameaça iminente" e "em ligação direta com o Irão", declararam altos responsáveis dos Estados Unidos.

Esta ameaça "é real", disse um destes responsáveis do Departamento de Estado norte-americano, que aludiu designadamente a "milícias iraquianas sob comando e controlo dos Guardas da Revolução iranianos", o exército ideológico da República Islâmica do Irão. "Trata-se de uma ameaça iminente contra o nosso pessoal", insistiu perante jornalistas em Washington.

Um outro responsável ao ser questionado se, na perspetiva dos Estados Unidos, Teerão estava implicado nestas ameaças, respondeu: "Está diretamente relacionado com o Irão, de múltiplos fluxos de ameaças em ligação direta com o Irão".

Numa primeira reação, o Governo iraquiano afirmou que o país está "muito estável" apesar da decisão dos Estados Unidos de ordenar a saída do seu pessoal diplomático,

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraquiano, Ahmed al Sahaf, disse em comunicado que "a situação de segurança no Iraque é muito estável" e assegurou que o seu Governo respeita os aliados e amigos, com quem partilha "interesses comuns".

Os Estados Unidos ordenaram a retirada do pessoal não essencial da sua embaixada em Bagdade e do seu consulado em Erbil (norte), no Iraque, por razões de segurança devido à escalada da tensão com o Irão.

Como resultado desta decisão, os serviços de emissão de vistos serão temporariamente suspensos.

Em paralelo, o Governo alemão anunciou que suspendeu o treino de soldados iraquianos, devido à escalada de tensão entre os EUA e o Irão, dizendo tratar-se de uma medida preventiva e não porque haja uma ameaça concreta.

Alemanha tem atualmente cerca de 160 soldados destacados no Iraque, como parte do contingente internacional de luta contra o grupo jiadista Estado Islâmico.

A Holanda também adotou idêntica medida em relação ao treino de soldados curdos no Iraque, após um comunicado do Ministério da Defesa citado pela televisão pública.

A estação televisiva estatal holandesa, NOS, informou que a missão de 50 militares da Holanda estacionada no Iraque deverá abandonar o plano de treino a soldados locais, perante a escalada de tensão entre os EUA e o Irão, que agita a região do Médio Oriente.