Catalunha

Sánchez afirma que o importante é Puigdemont ser julgado em Espanha

Sánchez afirma que o importante é Puigdemont ser julgado em Espanha

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, defendeu esta quinta-feira, em Bruxelas, que "o importante" era que todos os implicados na tentativa frustrada de independência da Catalunha sejam "julgados pelos tribunais" do país.

As decisões judiciais "não se qualificam, respeitam-se", disse Sánchez na conferência de imprensa final da cimeira da Nato, acrescentando que "o importante" é que "as pessoas envolvidas" na tentativa de secessão da Catalunha "sejam julgadas pelos tribunais espanhóis".

O chefe do Governo espanhol reagia assim à decisão do tribunal alemão de Schleswig-Holstein de autorizar a sua extradição para Espanha para responder perante a justiça deste país por um alegado delito de peculato (desvio de fundos), mas não pelo crime, mais grave, de rebelião.

Para Sánchez, do ponto de vista político, o Governo espanhol tem de "respeitar todas e cada uma das decisões judiciais, sejam elas tomadas em Espanha, Bélgica, Alemanha", ou noutros locais.

Puigdemont fugiu de Espanha depois de Madrid ter decidido, a 27 de outubro de 2017, intervir na Catalunha na sequência da tentativa, que liderou, de criar uma República independente naquela comunidade autónoma espanhola.

O ex-presidente do executivo catalão fugiu inicialmente para a Bélgica, mas foi detido este ano pela polícia alemã, aguardando em liberdade a resposta da justiça alemã à espanhola, que pediu a sua extradição para responder em tribunal por delitos de rebelião, sedição e peculato.

O tribunal alemão indicou que não vê que seja inconveniente ou que haja impedimentos à extradição de Puigdemont, sem dar uma data ou um prazo concreto para que a operação se realize.

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