Espanha

Confirmada segunda vítima mortal portuguesa no atentado de Barcelona

Confirmada segunda vítima mortal portuguesa no atentado de Barcelona

Morreram duas portuguesas no atentado que tirou a vida a 13 pessoas na quarta-feira, nas Ramblas, em Barcelona.

A segunda vítima agora identificada é uma mulher de 20 anos que estava dada como desaparecida.

A notícia foi confirmada pelo primeiro-ministro, este sábado de manhã, que tem estado em contacto com o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, que viajou para Barcelona na sequência do ataque.

A jovem agora identificada acompanhava a avó, uma mulher de 74 anos residente em Lisboa, que também morreu no atentado e que foi identificada na sexta-feira.

Os pais da segunda vítima mortal - agora confirmada - foram chamados, na sexta-feira, ao Instituto Forense, para verificarem se a filha se encontrava no conjunto das vítimas mortais, afirmou José Luís Carneiro.

António Costa sublinhou, este sábado, aos jornalistas, que a ameaça terrorista tem de ser levada "muito a serio".

"Queria mais uma vez apresentar condolências à família e sinalizar que isto demonstra bem como a ameaça é de facto uma ameaça global, não só porque pode surgir em todo o sitio como também pode atingir qualquer um. Mesmo não sendo na nossa terra, é também no sítio onde estamos em férias, em turismo, em trabalho", afirmou.

Espanha foi alvo de dois ataques terroristas, na quinta e na sexta-feira, em Barcelona e em Cambrils, Tarragona, que fizeram, ao todo, 14 mortos e 135 feridos.

Governo pede ao executivo catalão para agilizar processo de trasladação

O Governo português pediu ajuda às autoridades catalãs para agilizar o processo de trasladação dos corpos das duas vítimas mortais portuguesas, disse o secretário de Estado das Comunidades.

José Luís Carneiro falava, este sábado, aos jornalistas na sede do governo da Catalunha, em Barcelona, após uma reunião com o conselheiro das relações exteriores do executivo catalão. Antes, contou, esteve com a família das duas vítimas, a quem transmitiu "as mais profundas condolências" e a sua "total disponibilidade" para apoiar na trasladação, acrescentando que o Governo disponibilizou apoio psicológico.

Os pais da jovem ainda não puderam ver o corpo da filha, razão pela qual a secretaria de Estado pede "toda a celeridade processual", quer no apoio à trasladação dos corpos quer nos esforços relativos às autópsias.

"(Na reunião) pedimos que fossem desenvolvidos todos os esforços para que, tão breve quanto possível, fossem libertados os corpos para serem entregues às famílias para que o luto possa ser feito", explicou.