Tensão

"Sem armas nucleares, sem apoio ao terrorismo": as exigências dos EUA ao Irão

"Sem armas nucleares, sem apoio ao terrorismo": as exigências dos EUA ao Irão

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, resumiu esta segunda-feira a lista "muito simples" das exigências de Washington em relação ao Irão: "Sem armas nucleares, sem apoio ao terrorismo".

Trump, que cancelou à última hora ataques aéreos retaliatórios na sequência do derrube de um 'drone' da Marinha norte-americana pelas forças iranianas na passada quinta-feira, disse no fim de semana que "novas grandes sanções" contra Teerão iria ser hoje anunciadas, mas sem esclarecer que tipo de sanções e o respetivo alcance.

Prevista para esta segunda-feira está uma reunião à porta fechada do Conselho de Segurança da ONU, solicitada pelos Estados Unidos, para falar sobre os últimos desenvolvimentos relacionados com o Irão.

Também esta segunda-feira, através da rede social Twitter, Donald Trump pediu aos países importadores de petróleo que protejam os respetivos navios petroleiros após uma série de incidentes no Golfo de Omã atribuídos por Washington a Teerão, que nega qualquer responsabilidade nos incidentes.

"Cerca de 91% das importações chinesas de petróleo passam pelo estreito de Ormuz [no Golfo de Omã], 62% para o Japão, e o mesmo acontece com muitos outros países", publicou o chefe de Estado norte-americano no Twitter.

"Porque estamos a proteger estas rotas marítimas (desde há muitos anos) para outros países sem qualquer compensação?", referiu.

"Todos estes países deviam proteger os seus próprios navios naquela que foi sempre uma passagem perigosa", afirmou Trump.

O estreito de Ormuz, no Golfo de Omã, ao largo do Irão, é uma área considerada vital para o tráfego mundial de petróleo.

Este mês, dois petroleiros, um norueguês e um japonês, foram alvo de ataques naquela zona.

Um mês antes destes recentes incidentes, outros quatro navios, incluindo três petroleiros, já tinham sido alvo de atos de sabotagem no mar de Omã.