Venezuela

Suécia e Dinamarca apoiam Guaidó, Irão ao lado de Maduro

Suécia e Dinamarca apoiam Guaidó, Irão ao lado de Maduro

A Suécia e a Dinamarca manifestaram esta quinta-feira o seu apoio ao presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, que na quarta-feira se autoproclamou como presidente interino da Venezuela. O Irão diz estar do lado do presidente Nicolas Maduro e condenou "a tentativa de golpe de Estado".

A ministra das Relações Exteriores da Suécia, Margot Wallstrom, disse que "o direito das pessoas de se manifestar pacificamente e escolher livremente os seus líderes deve ser respeitado" na Venezuela, após algumas manifestações violentas, após o líder da oposição, Juan Guaidó, reivindicar a presidência.

Wallstrom escreveu na sua conta da rede social Twitter que "toda a violência e o uso excessivo da força são inaceitáveis", acrescentando que "a democracia deve ser restaurada".

Por seu turno, o seu homólogo dinamarquês, Anders Samuelsen, indicou que a Dinamarca "apoiará sempre instituições democráticas eleitas legítimas - não menos importante, a Assembleia Nacional, incluindo Juan Guaido".

Em Teerão, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Bahram Ghasemi, disse aos jornalistas que "a República Islâmica do Irão apoia o governo e o povo da Venezuela contra qualquer espécie de intervenção e qualquer ação ilegítima e ilegal como uma tentativa de fazer um golpe de Estado.

Ghasemi, citado pela agência semioficial ISNA, condenou ainda o apoio norte-americano à oposição venezuelana, que considerou uma intervenção aberta e ilegal, e manifestou a esperança de que o povo venezuelano possa ultrapassar as suas divergências políticas e problemas através de meios pacíficos e legais.

Teerão é desde há muito tempo aliado do Presidente venezuelano Nicolas Maduro.

"Levantemos a mão"

Juan Guaidó autoproclamou-se na quarta-feira presidente interino da Venezuela, perante milhares de pessoas concentradas em Caracas.

"Levantemos a mão: Hoje, 23 de janeiro, na minha condição de presidente da Assembleia Nacional e perante Deus todo-poderoso e a Constituição, juro assumir as competências do executivo nacional, como Presidente Encarregado da Venezuela, para conseguir o fim da usurpação [da Presidência da República], um Governo de transição e eleições livres", declarou, num dia marcado por protestos contra Nicolás Maduro por todo o país que fizeram pelo menos sete mortos.