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Tiroteio em Copenhaga junto a seminário sobre islamismo

Tiroteio em Copenhaga junto a seminário sobre islamismo

Uma pessoa morreu e três polícias ficaram feridos, este sábado, num tiroteio durante um seminário sobre o islamismo e a liberdade de expressão, na capital da Dinamarca, Copenhaga, no qual participava o embaixador de França e o cartunista sueco Lars Vilks.

Dezenas de tiros soaram no exterior do edifício em Copenhaga onde decorria um debate sobre o islamismo e a liberdade de expressão. Três polícias que protegiam o local ficaram feridos.

Ouça o momento em que os tiros foram disparados.

A polícia dinamarquesa confirmou a morte de um civil na sequência do tiroteio, cujo autor fugiu de carro. As autoridades criaram um perímetro de segurança junto ao local e estão a realizar buscas.

A polícia adiantou adianta, através da rede social Twitter, que o carro foi encontrado abandonado e vazio nas imediações do local do atentado.

De acordo com a agência francesa AFP, o veículo utilizado pelo suspeito na fuga era um Volkswagen Polo, já encontrado abandonado pela polícia, que pouco depois do ataque divulgou uma discrição e matrícula do carro.

Inicialmente foi avançado que seriam dois os atiradores. A polícia esclareceu depois que procura apenas um suspeito.

"Era a mesma intenção que [ocorreu na situação de] 'Charlie Hebdo', exceto que eles não conseguiram entrar", disse à agência AFP o embaixador de França na Dinamarca, François Zimeray, que ainda se encontrava no local.

"Intuitivamente, diria que houve pelo menos 50 tiros, mas os polícias dizem que foram 200. As balas passaram através das portas e todos se atiraram para o chão", relatou o embaixador.

"Conseguimos fugir da sala e mantivemo-nos no interior do edifício. Os assaltantes não foram apanhados, podem estar ainda nos arredores" do edifício, explicou.

Também o cartunista sueco Lars Vilks, que em 2007 desenhou uma caricatura do profeta Maomé com um corpo de cão, estava presente no debate mas, segundo a agência dinamarquesa Ritzau, não ficou ferido. Uma das organizadoras do debate, Helle Merete Brix, acredita que o cartunista era o alvo do ataque.

O tiroteio aconteceu durante o colóquio "Arte, blasfémia e liberdade de expressão", organizado num café de Copenhaga pelo Comité Lars Vilks, dedicado ao caricaturista sueco que em 2007 retratou o profeta Maomé como um cão, o que lhe valeu ameaças de morte de grupos islâmicos radicais.

As 12 caricaturas da autoria de Lars Vilks, denominadas 'As faces de Maomé', foram publicadas no diário dinamarquês de grande tiragem Jyllands-Posten a 30 de setembro de 2005, dando origem a uma forte contestação da comunidade islâmica.

Uma das pessoas que assistia ao debate, Inna Shevchenko, escreveu no Twitter que na sala "estavam várias dezenas de pessoas".

Paris já classificou o atentado como "ataque terrorista".

"Um ataque terrorista visou uma reunião pública em Copenhaga, em que participava o embaixador de França na Dinamarca. Condeno com a maior firmeza este atentado", afirmou em comunicado Laurent Fabius, ministro dos Negócios Estrangeiros francês.