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Trabalhadores invadem apartamento: "Se é de Lula, o povo pode ficar lá"

Trabalhadores invadem apartamento: "Se é de Lula, o povo pode ficar lá"

Membros de um movimento social formado por sem-abrigo ocuparam esta segunda-feira um apartamento que foi o centro do processo de corrupção contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na cidade do Guarujá, no estado brasileiro de São Paulo. Após negociações com as autoridades, acabaram por desocupar o local, quatro horas depois.

O juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância, e três juízes do Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF4), corte de segunda instância, deram como provado que este apartamento de luxo foi dado a Lula da Silva como um suborno pela construtora OAS e condenaram o ex-presidente a 12 anos e um mês de prisão.

O ex-presidente brasileiro começou a cumprir esta pena em regime fechado no dia 08 de abril, quando se entregou e foi levado para as instalações da polícia federal na cidade brasileira de Curitiba.

O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-teto (MTST), Guilherme Boulos, usou as redes socais para afirmar que a prisão de Lula da Silva é uma farsa judicial e que os manifestantes têm o direito de ficar no apartamento já que a Justiça disse que ele pertence ao ex-presidente brasileiro.

"Se o apartamento é do Lula, o povo foi convidado e pode ficar lá. Nós queremos saber quem vai pedir reintegração de posse. Se não é do Lula, o poder judicial vai ter que explicar por que é que prenderam o Lula por conta desse tríplex ", afirmou Guilherme Boulos num vídeo divulgado na rede social Facebook.

Guilherme Boulos é um dos principais aliados de Lula da Silva e, recentemente filiou-se a um partido de esquerda para concorrer à Presidência do Brasil nas eleições de outubro.

Após cerca de quatro horas e de negociações com a Polícia Militar (PM), os trabalhadores resolveram desocupar o local. Segundo um dos manifestantes contou ao site G1, a Polícia Militar "deu um prazo" para sairem, "senão poderia ter ação de reintegração e prisão dos manifestantes".

A manifestação estava a ocorrer de forma pacífica, mas, de acordo com a PM, o portão de estacionamento foi partido e os trabalhadores saltaram as grades para conseguir forçar a entrada no Edifício Solaris. Como ocorreram danos no prédio, será registado um boletim de ocorrência.

A PM encontra-se a fazer vistoria no apartamento.

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