EUA

Tratamento inovador salva mulher com cancro da mama terminal

Tratamento inovador salva mulher com cancro da mama terminal

O cancro da mama de Judy Perkins, de 49 anos, poderia tê-la matado em dois ou três meses, o prazo dado pelos médicos.

Graças à imunoterapia, a norte-americana continua viva, dois anos depois do diagnóstico fatal.

De acordo com o jornal espanhol "ABC", o cancro de Judy Perkins estava já muito avançado, tendo-se estendido para o fígado, onde tinha lesões com o tamanho equivalente a uma bola de ténis.

Contudo, ao submeter-se à imunoterapia, tratamento que utiliza as próprias células imunes do doente, a mulher conseguiu sobreviver. O tratamento consistiu em ativar as células "T", que são aquelas que ajudam a proteger o corpo das infeções, injetando anticorpos no sistema.

Uma vez ativadas no organismo, as células foram isoladas do sangue da paciente e extraídas, mas apenas aquelas que conseguiram reconhecer o tumor foram cultivadas em laboratório. De seguida, voltaram a ser inseridas na paciente, atacando as células cancerosas. O tratamento conseguiu eliminar a metástase da paciente no fígado e o tumor original.

Até o momento, esta estratégia só tinha funcionado em tumores com muitas mutações, como cancro de pulmão ou cancro de pele mais agressivo. Esta foi a primeira vez que a imunoterapia funcionou com cancro da mama.

Este caso abre novas portas para o tratamento de pacientes com tumores sólidos, como tumores do fígado, do cólon ou do colo do útero, doenças que, após o desenvolvimento de metástases, eram consideradas incuráveis.

Para Laszlo Radvanyi, do Instituto para a Investigação do Cancro de Ontario, no Canadá, "estamos à beira de uma grande revolução."

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