Insólito

Turista embriagado perdeu-se e escalou os Alpes ao tentar chegar a hotel

Turista embriagado perdeu-se e escalou os Alpes ao tentar chegar a hotel

Um turista estónio teve um final de noite no mínimo estranha, quando, embriagado, escalou uma montanha nos Alpes italianos, quando tentava chegar ao hotel, no início de abril.

O homem de 30 anos, identificado como Pavel, estava de férias em Cervinia, um resort turístico na zona de Valle d'Aosta, próximo dos Alpes, em Itália. Depois de uma noite em que bebeu mais do que o aconselhável, perdeu-se.

Depois de não conseguir entrar no último autocarro que o levaria ao hotel, começou a caminhar, mas acabou por seguir o caminho contrário. A estrada levou-o até uma pista de esqui no topo da montanha, onde encontrou um restaurante, que pensava ser o hotel em que estava hospedado. Para lá chegar, teve que escalar uma escarpa de 400 metros de altura para conseguir atingir o topo da montanha, a 2400 metros de altitude.

Munido apenas com a chave do quarto forçou a porta do restaurante e conseguiu entrar. Depois de beber duas garrafas de água que encontrou no bar, deitou-se num dos bancos do restaurante onde ficou a dormir. Quando o cozinheiro e os empregados chegaram ao restaurante, nas primeiras horas da manhã, foram surpreendidos com a presença de Pavel.

Ao jornal "El País", Nicoletta Giordano, dona do restaurante Igloo, não escondeu a admiração sobre a forma como homem conseguiu chegar ao restaurante e abrir a porta. "Não sabemos como é que foi possível escalar a montanha naquele estado", disse.

Depois da investigação, a polícia explicou que o homem deve ter chegado ao restaurante por volta das três da manhã, mas ainda não sabem como. "Quando o encontramos, ele estava mortificado e desculpou-se muitas vezes", recorda a proprietária.

Quando os trabalhadores contactaram a proprietária, Nicoletta ligou ao marido que, depois de avisar as autoridades, descobriu que uma equipa de resgate, composta por bombeiros e polícias com auxílio de drones, já estava à procura do turista.

"Tudo acabou da melhor forma. Não estava assim tão frio", disse, ao jornal "La Stampa", Alessandro Zavattaro, proprietário do Igloo.

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