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UE "lamenta profundamente" execução de Troy Davis

UE "lamenta profundamente" execução de Troy Davis

A União Europeia "lamenta profundamente" a execução do norte-americano Troy Davis no estado da Geórgia dadas as dúvidas em relação à culpabilidade.

A porta-voz da chefe da diplomacia europeia Catherine Ashton, Maja Kocijancic, lembrou que a UE interveio por diversas vezes para pedir que a pena capital fosse comutada, tendo em conta as "dúvidas sérias e evidentes" sobre a culpabilidade de Troy Davis.

"Apesar de reconhecer o sofrimento das vítimas de crimes violentos e das suas famílias, recordamos que, no caso da pena de morte, qualquer erro judicial, a que nenhum sistema judiciário está imune, representa uma perda irreversível de uma vida humana", adiantou.

Kocijancic reafirmou a oposição de princípio dos 27 à pena de morte, adiantando que o bloco europeu "apela a uma moratória mundial como um primeiro passo para uma abolição universal".

Troy Davis, de 42 anos, foi executado com uma injecção letal às 4:08 horas (hora de Lisboa) na Geórgia, depois de várias tentativas de última hora para suspender a decisão.

A execução, inicialmente prevista para zero horas desta quinta-feira, acabaria por se concretizar após o Supremo Tribunal dos Estados Unidos ter recusado um apelo dos advogados.

Este negro condenado à morte pelo homicídio de um polícia branco em 1991 não conseguiu que lhe fosse comutada a pena capital em prisão perpétua, apesar de sete testemunhas da acusação terem alterado os depoimentos e existirem fortes suspeitas de que um dos homens que o acusou seja o verdadeiro homicida.