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UE planeia enviar mil soldados para a República Centro Africana

UE planeia enviar mil soldados para a República Centro Africana

A União Europeia planeia o envio de mil soldados para a República Centro Africana com a missão de restabelecer a ordem num país mergulhado no caos e na violência descontrolada.

Até ao momento, o número citado com mais frequência para esta operação militar europeia era de 500 homens. "Temos mais de 500 homens", declarou Catherine Ashton aos jornalistas após uma intervenção no Conselho de Segurança da ONU, em Nova Iorque, acrescentando que a UE "encara o dobro desse número".

A responsável europeia precisou que uma segunda reunião de uma conferência internacional que deve decorrer a 27 de fevereiro em Bruxelas "encara o dobro desse número". Esta força europeia "estará no terreno muito rapidamente", afirmou, sem fornecer uma data precisa.

Segundo os diplomatas europeus, prevê-se que a força europeia seja enviada para Bangui a partir de março.

Até ao momento, poucos países anunciaram oficialmente contribuições precisas para esta operação, designada 'Eufor-RCA' e que se deve prolongar por nove meses.

Os militares europeus devem juntar-se aos 2.000 franceses e aos cerca de 4.500 soldados da União Africana (UA) já no terreno. A médio prazo, a ONU pretende lançar no país africano uma operação de manutenção de paz mas necessita da autorização da UA, de momento reticente, e de uma resolução do Conselho de Segurança.

Para além da França, o principal país ocidental envolvido no confito da sua ex-colónia, cinco países da UE já propuseram uma contribuição "substancial" para a 'Eufor-RCA', referiram diplomatas europeus citados pela agência noticiosa AFP.

Hoje, fonte oficial disse à Lusa que o governo português está a avaliar o envio de um avião Hercules C-130 e de cerca de 30 militares da Força Aérea Portuguesa para a missão da União Europeia na República Centro-Africana.

O envio do Hércules C-130 e de cerca de 30 militares da Força Aérea, entre tripulação e equipa de manutenção, "está em avaliação", disse à Lusa fonte do ministério da Defesa Nacional.