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Infanticídio

"Vão morrer todos". A mensagem premonitória do crime que choca Espanha

"Vão morrer todos". A mensagem premonitória do crime que choca Espanha

Uma mãe é suspeita de ter assassinado os dois filhos depois de os torturar no que terá sido um surto de psicose. O cenário já de si macabro ficou marcado por uma mensagem escrita na parede do barracão onde as crianças, de seis meses e três anos, terão sido assassinadas e encontradas enterradas na quinta-feira.

"Vão todos morrer". Podia ler-se, mesmo que com erros, escrito a vermelho, por cima de uma entrada improvisada ao lado do terraço onde María Gombau, de 27 anos, terá espancado Amiel, de 3 anos, e Rachel, de seis meses de idade, antes de os matar.

As duas linhas de texto chamaram desde logo a atenção das autoridades. Até porque a mulher, que está detida nos serviços de psiquiatria da prisão de Picassent, perto de Valência, e o pai das crianças, Gabríel Carvajal, também sob alçada das autoridades, eram conhecidos não só pelo consumo de drogas, mas também pelo esoterismo com que guiavam a sua vida e a dos filhos.

O primeiro sinal de alerta de que algo se passava estranho aconteceu já em fevereiro quando o menino mais velho deixou de ir à escola. A mãe acreditava que ele estava possuído pelo Mundo consumista. Na quinta-feira, depois de terem sido vistos a correr nus no meio do campo, o que levou um vizinho a chamar a polícia, foi o pai quem confirmou a morte dos filhos: "Ela matou-os, queria ressuscitá-los", disse, de acordo com a imprensa espanhola, à polícia.

A principal suspeita foi encontrada escondida dentro de um bidão. Mais um sinal da anormalidade com que a família vivia.

A curta que foi gravada na cena da morte

A confirmação de que o texto nada tinha a ver com o macabro crime chegou na sexta-feira, numa mensagem do Twitter. "E, assim, acabei o que seria uma sexta-feira normal a explicar à polícia a sinopses de "O assassino disléxico", escreveu uma utilizadora identificada como Gladys, que foi a responsável pela curta-metragem

O projeto foi gravada há cinco anos e foi nessa altura que Gladys e um grupo de amigos escreveram a mensagem na caserna. Na rede social, a utilizadora explica que depois de conhecida a história, houve muitos pedidos relacionados com o filme. "Informamos que não está disponível, nem vai estar", atira.