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Venezuela impõe poupança da electricidade

Venezuela impõe poupança da electricidade

O governo da Venezuela anunciou na segunda-feira a imposição de novas medidas de poupança de energia eléctrica, para evitar o colapso do sistema.

As novas medidas, que incluem uma redução obrigatória de 10 por cento do consumo e a aplicação de sanções a quem não atinja os objcetivos, são aplicáveis a todo o país e foram anunciadas pelo vice-presidente, Elías Jaua, em conjunto com o ministro de Energia Elétrica, Alí Rodríguez Araque, que enfatizaram o propósito de "garantir o serviço elétrico".

"Não é para limitar o direito à energia eléctrica que tem o povo venezuelano mas evitar o uso inadequado e excessivo da energia elétrica", disse Elías Jaua.

As medidas foram anunciadas depois de um apagão que durante o fim-de-semana afetou várias regiões da Venezuela e que deixou sem luz o estado de Zúlia (800 quilómetros a oeste de Caracas) durante mais de 36 horas numa altura em que as temperaturas atingiram os 43 graus.

Os consumidores residenciais que reduzam o consumo entre 10 e 20 por cento terão um desconto de 25 por cento na factura e 50 por cento para reduções superiores, enquanto as sanções serão de 75 por cento do valor da factura por uma redução inferior a 10 por cento e de 100 e 200 por cento para os casos de aumento do consumo.

As empresas devem também cumprir com a mesma meta na poupança de energia, passando a estar obrigadas a usar sistemas de autogeração entre as 11:00 e as 16:00 horas e entre as 18:00 e as 22:00 horas.

A oposição venezuelana reagiu ao anúncio das restrições acusando o governo de não efectuar atempadamente investimentos no setor elétrico e de penalizar e acusar injustamente os cidadãos de esbanjamento.

Vários analistas insistem na existência de problemas estruturais relacionados com a distribuição de energia e insuficientes investimentos na área de produção de energia.

Os peritos defendem também que em El Guri, a principal barragem da Venezuela, persistem falhas e que foram construídas centrais termoelétricas que não podem ligar-se à rede de distribuição.

Em 2009 a descida, por falta de chuva, do nível das águas do Rio Caroní, no Estado venezuelano de Bolívar, afectou as barragens hidroelétricas da Venezuela, principalmente a de El Guri, responsável pela produção de 72 por centro da energia eléctrica consumida no país.

A situação levou o governo a decretar o estado de emergência, em Fevereiro de 2010, a realizar racionamentos no abastecimento, a reduzir o horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais e a multar os consumidores que não reduzissem o consumo de eletricidade.

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