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YouTube retirou "dezenas de milhares" de vídeos do ataque na Nova Zelândia

YouTube retirou "dezenas de milhares" de vídeos do ataque na Nova Zelândia

O YouTube anunciou esta segunda-feira que removeu "dezenas de milhares" de vídeos a mostrar a ataque terrorista em Christchurch (Nova Zelândia), que causou 50 mortos e 50 feridos e foi transmitido em direto na rede social Facebook.

Em comunicado, a página dedicada a vídeos que pertence à Alphabet (casa-mãe da Google), explica que o volume de gravações do ataque que foram enviadas para a rede a partir da transmissão original, que foi eliminada de imediato, "não tem precedentes, tanto ao nível da escala como de rapidez".

A velocidade com que os vídeos foram colocados no YouTube, nas horas após o ataque, atingiu um novo vídeo a cada segundo, disse a empresa, que garante ter eliminado as contas que "promoveram ou glorificaram o que aconteceu".

O procedimento normal para determinar se o conteúdo deve ser removido por violar os termos da empresa inclui observadores humanos que analisam uma pré-seleção feita por um sistema de inteligência artificial, mas neste caso o YouTube ignorou e automatizou o processo para o acelerar.

O fato de o massacre ter sido transmitido ao vivo colocou o foco nas redes sociais.

A rede social Facebook indicou no domingo que retirou 1,5 milhões de vídeos apenas nas primeiras 24 horas, dos quais 1,2 milhões foram removidos da plataforma antes que os utilizadores pudessem vê-los.

Brenton Tarrant, um australiano nacionalista branco, de 28 anos e que está em prisão preventiva, é o suposto responsável pelos ataques às mesquitas Al-Noor e de Linwood, na sexta-feira, que fizeram 50 mortos e quase meia centena de feridos.