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Irão confirma posse de 18 mil centrifugadoras nucleares

Irão confirma posse de 18 mil centrifugadoras nucleares

A Organização Iraniana da Energia Atómica confirmou os números, avançados, no passado mês de maio, pela Agência Internacional da Energia Atómica. Ao todo, o país diz possuir 18 mil centrifugadoras.

"No início do mês de Mordad possuíamos 17 mil centrifugadoras de primeira geração, das quais mais de 10 mil estão em atividade" afirmou Abbassi Davani, o diretor cessante da Organização Iraniana da Energia Atómica (OIEA), citado pela agência Isna.

Às 10 mil já instaladas, juntam-se outras 7 mil centrifugadoras da primeira geração e mil da segunda que "estão prontas a entrar em atividade".

Os números são agora confrontados com os dados do relatório da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) que referia a instalação de 17 600, 16 590 das quais da primeira geração e 1.000 da segunda.

Em declarações à imprensa, o Irão assegura que está a fazer enriquecimento de urânio em cinco e em 20 por cento com um objetivo pacífico.

De acordo com os responsáveis iranianos, o enriquecimento de urânio em 20 por cento destina-se à produção de combustível para um reator de investigação médica de Teerão.

Apesar do argumento, Israel acusa o Irão de procurar de possuir interesses bélicos, utilizando com a desculpa a realização de um programa nuclear civil.

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A 7 de agosto, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, já havia afirmado que o Irão estava a utilizar 7 mil novas centrifugadoras para o seu programa nuclear.

O líder de Israel apela, ainda, a um reforço das sanções e pede "ameaças explícitas de operações militares" para que o país ceda e abandone o programa nuclear.

A 14 de julho, o primeiro-ministro israelita alertou, numa estação de televisão norte-americana, para a possibilidade de intervenção militar de Israel, antes da tomada de uma ação por parte dos Estados Unidos. Na mesma entrevista, referiu-se ao presidente iraniano, Hassan Rohani, como um "lobo disfarçado de cordeiro".

Em resposta, na semana passada, Rohani sublinhou a vontade do Irão em realizar "negociações sérias, sem perda de tempo" com as grandes potências, no sentido de resolver a questão do enriquecimento de urânio.

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