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Irão convoca encarregado de negócios alemão para protestar

Irão convoca encarregado de negócios alemão para protestar

O Governo iraniano disse que convocou o encarregado de negócios alemão em Teerão para protestar contra comentários "inaceitáveis" de "algumas autoridades alemãs" sobre a morte do general Qassem Soleimani, vítima de um ataque militar dos EUA.

De acordo com um comunicado oficial, durante a conversa com o diplomata alemão, Teerão exprimiu um "forte protesto" pelas declarações feitas por responsáveis governamentais alemães, na sequência do ataque aéreo das forças norte-americanas em Bagdad, que vitimou na sexta-feira o comandante da força de elite iraniana al-Quds, Qassem Soleimani.

Horas depois do ataque, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão, Ulrike Demmer, disse que o a ação militar norte-americana foi "uma reação a uma série de provocações pelas quais o Irão é responsável".

No mesmo ataque morreu também Abu Mehdi al-Muhandis, "número dois" da coligação de grupos paramilitares pró-iranianos no Iraque, conhecida como Mobilização Popular (Hachd al-Chaabi), além de outras seis pessoas.

O ataque ocorreu três dias depois de um assalto inédito à embaixada norte-americana que durou dois dias e apenas terminou quando Trump anunciou o envio de mais 750 soldados para o Médio Oriente.

O ataque já suscitou várias reações, tendo quatro dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas - Rússia, França, Reino Unido e China - alertado para o inevitável aumento das tensões na região e pedem as partes envolvidas que reduzam a tensão. O quinto membro permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas são os Estados Unidos.

No Irão, o sentimento é de vingança, com o Presidente e os Guardas da Revolução a garantirem que o país e "outras nações livres da região" vão vingar-se dos Estados Unidos.

Também o líder supremo do Irão, o "ayatollah" Ali Khamenei, prometeu vingar a morte do general e declarou três dias de luto nacional, enquanto o chefe da diplomacia considerou que a morte como "um ato de terrorismo internacional".

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