Médio Oriente

Israel anuncia cessar-fogo na Faixa de Gaza

Israel anuncia cessar-fogo na Faixa de Gaza

O Gabinete de Segurança do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, aprovou o cessar-fogo que interrompe a intervenção militar que estava a decorrer na Faixa de Gaza há 11 dias, de acordo com órgãos de comunicação social locais.

Num comunicado divulgado pela "BBC", o gabinete de segurança de Israel anunciou que "aceitou unanimemente a recomendação de todos os funcionários de segurança, o chefe do estado-maior, o chefe do Shin Bet [agência de segurança interna], o chefe do Mossad [inteligência estrangeira] e o chefe do Conselho de Segurança Nacional, para aceitar a iniciativa egípcia de um cessar-fogo incondicional bilateral, que entrará em vigor numa data posterior".

O Hamas confirmou que o cessar-fogo com Israel vai entrar em vigor a partir das 2 horas de sexta-feira (meia-noite em Portugal continental), considerando que a trégua representa uma derrota para o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

Ali Barakeh, um oficial do Hamas disse à "Associated Press", que o cessar-fogo constitui uma derrota para Netanyahu e "uma vitória para a população palestiniana".

Contudo, o sentimento de alerta vai permanecer até que haja informações mais credíveis por parte dos mediadores deste conflito no Médio Oriente, que se arrasta há décadas.

Barakeh também confirmou que o Hamas foi contactado por oficiais da Rússia, Egito, Qatar e das Nações Unidas no sentido de ser alcançada uma trégua com Telavive.

O anúncio do cessar-fogo era esperado, uma vez que Telavive e o Hamas já tinham anunciado a intenção de chegar a este acordo, apesar dos bombardeamentos na Faixa de Gaza que continuaram durante o dia desta quinta-feira e que motivaram uma resposta, novamente, com recurso a foguetes a partir do território palestiniano.

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A decisão unilateral de Israel também surgiu depois do aumento da pressão feita por Washington neste sentido.

Os combates começaram a 10 de maio, após semanas de tensão entre israelitas e palestinianos em Jerusalém Oriental, que culminaram com confrontos na Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar sagrado do islão junto ao local mais sagrado do judaísmo.

Ao lançamento maciço de foguetes por grupos armados em Gaza em direção a Israel opõe-se o bombardeamento sistemático por forças israelitas contra a Faixa de Gaza, tendo provocado a morte a cerca de 200 palestinianos, incluindo 59 menores e 39 mulheres, bem como mais de 1300 feridos.

Do lado israelita foram contabilizadas 10 mortes, entre elas a de dois menores, numa altura em que continuam os ataques de ambas as partes sem que vislumbre um sinal de tréguas.

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