Forças Armadas

Israel anuncia compra massiva de drones para enfrentar inimigos

Israel anuncia compra massiva de drones para enfrentar inimigos

Israel vai investir na compra e desenvolvimento massivos de 'drones' para aumentar a sua superioridade militar face aos inimigos, Irão e aliados, e efetuar operações em zona urbana, anunciaram esta quinta-feira as Forças Armadas do Estado judaico.

De acordo com os militares, as grandes linhas desde plano quinquenal (2020-2024) já legitimado pelo ministro da Defesa, Naftali Bennett, será apresentado ao primeiro-ministro em funções, Benjamin Netanyahu, e será aprovado pelo Conselho de ministros.

O projeto vai "melhorar a capacidade letal, em termos de precisão e de redução das campanhas" militares, declarou em comunicado o chefe do Estado-Maior, tenente-general, Aviv Kochavi.

As Forças de Defesa de Israel (IDF, as Forças Armadas) elegeram como principais inimigos o Hezbollah libanês, o Hamas palestiniano e as forças iranianas Qods.

Estas organizações "têm uma capacidade e uma estrutura dignas de um exército" e preparam-se para um "lançamento massivo e sem precedentes de 'rockets' e de mísseis contra a população civil de Israel e infraestruturas", declarou o porta-voz militar, Jonathan Conricus.

O ataque poderá surgir "de duas a três frentes" e poderá incluir mísseis de mais longo alcance em simultâneo, precisou durante uma conferência de imprensa telefónica.

Atualmente, Israel possui o seu escudo antimíssil "Cúpula de Ferro" para intercetar os 'rockets' provenientes na sua maioria da Faixa de Gaza, o enclave palestiniano com dois milhões de habitantes sujeito a apertado bloqueio israelita e controlado pelo movimento islamita Hamas, que desde 2008 já se envolveu em três guerras com o Estado hebraico.

Dois anos antes, Israel optou por desencadear uma guerra contra o Hezbollah, onde pela primeira vez o número de horas de voo dos aparelhos sem piloto foi superior aos dos aviões pilotados, segundo um estudo da Universidade de Telavive.

Nesse período, os 'drones' eram essencialmente israelitas. No entanto, os rivais do Estado hebreu também começaram a possuir 'drones' e reduziram, segundo diversos especialistas, a distância tecnológica face a Israel.

"Pretendemos criar uma maior distância entre as nossas capacidades e as que possuem os nossos inimigos", quer em termos defensivos, com os sistemas 'antidrones', mas também ofensivo, com o desenvolvimento de 'drones' com capacidade para efetuar ataques no "meio urbano", indicou Conricus.

"Vamos adquirir um número massivo - adquirir, desenvolver, ajustar e reequipar - 'drones' para efetuar ataques muito precisos contra os inimigos que se refugiam ou se escondem nas zonas urbanas", acrescentou Conricus.

Israel encontra-se entre os primeiros produtores de 'drones' do mundo, com os Estados Unidos e a China. Os responsáveis militares israelitas não revelaram hoje as verbas necessárias para a concretização deste plano que se baseia num pressuposto, a ameaça, segundo o Estado hebreu, representada pelo Irão.

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