Médio Oriente

Israel bombardeia Gaza e mata 11 pessoas

Israel bombardeia Gaza e mata 11 pessoas

Aviões de Israel bombardearam Gaza, este sábado, matando pelo menos 11 pessoas, incluindo um dirigente palestiniano e uma criança. A Jihad Islâmica na Cisjordânia ocupada respondeu com rockets.

Os combates começaram na sexta-feira, com a morte do "número dois" da Jihad Islâmica na Cisjordânia ocupada, na sequência de um ataque de Israel que continuou durante a noite. O primeiro-ministro israelita, Yair Lapid, justificou os ataques com "ameaças concretas" e garantiu que o Governo tem uma política de "tolerância zero para com qualquer tentativa de ataque - de qualquer tipo - de Gaza". "Israel não está interessado em mais conflitos em Gaza, mas não ficará de braços cruzados perante ataques", acrescentou.

Um porta-voz militar israelita, citado pela France-Presse, disse entretanto que o Exército está "a preparar-se para uma operação de uma semana" e "não está atualmente a levar a cabo negociações de cessar-fogo", após relatos de que o Egito está a tentar mediar o diálogo entre Israel e a Palestina, para acalmar a situação no enclave palestino, onde as trocas de tiros continuam.

Os ataques israelitas foram condenados pelo Hamas e pela Fatah, que domina na Cisjordânia, tendo ambos considerado que Israel está "novamente a cometer crimes", ameaçando retaliar.

O enviado da ONU para o Médio Oriente, Tor Wennesland, pediu para que seja evitada uma nova escalada de violência na Faixa de Gaza e para que terminem "imediatamente" os confrontos entre as partes.

Tor Wennesland alertou que os acontecimentos recentes, como "os progressos alcançados na abertura gradual" da Faixa de Gaza desde maio, correm o risco de "esmorecer" e podem implicar "necessidades humanitárias ainda maiores" num contexto de crise económica, referindo que a ajuda internacional "não estará prontamente disponível".

Os bombardeamentos israelitas, segundo o exército do país, antecederam uma "ameaça iminente" de um ataque de Gaza e provocaram, até agora, pelo menos 11 mortos e 55 feridos.

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Um dos mortos é Taiseer al-Jabari, líder do braço armado da Jihad Islâmica no centro e norte de Gaza, que chefiou a unidade responsável pelo lançamento de vários mísseis contra Israel durante a escalada do conflito em maio de 2021, segundo o exército israelita.

De acordo com o Ministério da Saúde palestiniano, entre as vítimas está também um menino de cinco anos que, tal como Al-Jabari, morreu num ataque aéreo a um edifício residencial na cidade de Gaza, que alberga escritórios de meios de comunicação e organizações não-governamentais.

Por sua vez, a Jihad Islâmica indicou ter disparado "mais de 100" rockets contra Israel, como "primeira resposta" aos ataques israelitas contra o enclave palestiniano.

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