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Coronavírus já fez sete mortos em Itália e ameaça espalhar-se

Coronavírus já fez sete mortos em Itália e ameaça espalhar-se

A última vítima mortal por coronavírus na Itália é um homem de 62 anos.

A última vítima tem 62 anos, é do sexo masculino e estava na cidade de Como, na região da Lombardia.

As autoridades italianas confirmaram, esta segunda-feira, a morte de mais dois octogenários. Estavam ambos internados num hospital em Bergamo, na região da Lombardia, a zona mais afetada pelo surto de covid-19 naquele país, com 172 casos de doentes confirmados, de um total de 229 em Itália.

Todas as vítimas de coronavírus em Itália eram idosas e tinham problemas de saúde associados, noticia o jornal italiano "La Repubblica". Foi assim com a primeira vítima mortal conhecida esta segunda-feira, um homem de 84 anos, cuja morte foi anunciada ao início da manhã.

Além dos receios da propagação do coronavírus, o norte de Itália, motor económico do país, está semi-paralisado devido à adoção de medidas extraordinárias para pelo menos esta semana para tentar travar a epidemia.

Nas regiões italianas de Piemonte, Lombardia e Véneto foram tomadas medidas extraordinárias, como a suspensão de festas, eventos como o carnaval de Veneza, manifestações culturais e desportivas e fechados museus, escolas e universidades.

Mais mortos no Irão

À medida que a China vai dando sinais de que é possível controlar o surto, o Covid-19 faz mais mortos fora do território chinês. No Irão, haverá mais de 60 mortos, 50 dos quais na cidade santa de Qom, 140 quilómetros a sul de Teerão, segundo a agência semioficial iraniana ILNA.

Citado pela ILNA, o deputado Ahmad Amiriabadi Farahani disse que mais de 250 pessoas estão de quarentena naquela cidade, o mais importante destino de peregrinação xiita no Irão.

Oficialmente, no Irão, o número de mortos subiu de oito para 12, esta segunda-feira.Segundo a televisão estatal e a agência semioficial ISNA, que citam o deputado Assadollah Abbasi, o total de casos confirmados de Covid-19 no país também aumentou, tendo passado de 43 para 47, que já incluem as vítimas mortais.

O governante salientou que os novos casos no Irão são de pessoas que entraram ilegalmente no país a partir do Paquistão, Afeganistão e China.

Esta segunda-feira, as autoridades iranianas ordenaram o encerramento temporário de museus e locais históricos até ao fim do mês para prevenir a propagação do novo coronavírus Codiv-19.

Primeiro caso confirmado no Afeganistão

Entretanto, no vizinho Afeganistão, as autoridades de Cabul anunciaram a deteção de um caso de Covid-19 no oeste do país, na província de Herat. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde afegão, Firozuddin Feroz.

"Anuncio o primeiro caso positivo de coronavírus na província de Herat", disse o governante em conferência de imprensa após o que declarou o "estado de emergência" nesta província que partilha fronteira com o Irão.

Dois primeiros casos em Omã

O ministro da Saúde de Omã, sultanato localizado entre os Emirados Árabes Unidos e o Iémen, anunciou, esta segunda-feira, os dois primeiros casos do novo coronavírus no país e suspendeu de imediato todos os voos de e para o Irão.

As duas pessoas infetadas são mulheres que visitaram o Irão, referiu o ministro Ahmed Al Saidi, acrescentando que ambas estão fisicamente estáveis.

Mais dois mortos na Coreia do Sul

As autoridades da Coreia do Sul anunciaram mais duas mortes e 161 novos casos de pessoas infetadas com o coronavírus Covid-19. Com esta atualização, o número de mortos subiu para sete e o de infetados para 763.

O presidente da Coreia do Sul colocou no domingo o país sob alerta máximo para doenças infecciosas, ordenando que as autoridades tomassem medidas "poderosas e sem precedentes" para conter o surto, que está a propagar-se rapidamente em torno da cidade de Daegu, no sudoeste do país.

Desde que foi detetado no final do ano passado, na China, o coronavírus Covid-19 provocou quase 2.500 mortes e infetou mais de 78 mil pessoas a nível mundial.

A maioria dos casos ocorreu na China, em particular na província de Hubei, no centro do país, a mais afetada pela epidemia.

As autoridades chinesas isolaram várias cidades da província de Hubei para tentar controlar a epidemia, medida que abrange cerca de 60 milhões de pessoas.

O segundo país mais afetado é o Japão, com 769 casos (quatro dos quais mortais), incluindo pelo menos 364 no cruzeiro "Diamond Princess" onde no sábado foi detetada a infeção de um cidadão português.

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