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Itália pede às Nações Unidas uma investigação urgente à morte de embaixador no Congo

Itália pede às Nações Unidas uma investigação urgente à morte de embaixador no Congo

A Itália pediu às Nações Unidas a abertura de um inquérito e de "respostas claras" sobre a morte do embaixador italiano na República Democrática do Congo (RDC) durante um ataque a um comboio do Programa Alimentar Mundial.

A posição de Roma foi demonstrada esta quarta-feira pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Luigi de Maio.

"Nós pedimos formalmente ao Programa Alimentar Mundial (PAM) e à ONU a abertura de um inquérito para que se faça luz sobre o que se passou, as razões que justificam o sistema de segurança que tinha sido implementado e quem é o responsável por estas decisões (segurança)", disse o chefe da diplomacia do governo de Itália no Parlamento de Roma.

"Nós dissemos também que esperamos, o mais rapidamente possível, respostas claras e exaustivas", acrescentou o ministro.

Os corpos do embaixador italiano e do guarda-costas assassinados na segunda-feira no Leste da República Democrática do Congo foram trasladados na terça-feira para Roma.

Os dois italianos foram vítimas de um ataque que o governo de Kinshasa atribui a rebeldes hutus do Ruanda, que entretanto já desmentiram a acusação.

O embaixador Luca Attanasio, 43 anos, foi atingido mortalmente por tiros disparados durante a emboscada contra o comboio humanitário do Programa Alimentar Mundial (PAM) em que seguia na província do Kivu do Norte, perto da fronteira com o Ruanda.

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Vittorio Iacovacci, o guarda italiano que acompanhava o diplomata e Moustapha Milambo, o motorista congolês foram também mortalmente atingidos por balas disparadas durante o ataque.

Em Kinshasa, o presidente Félix Tshisekedi e a mulher Denise Nyakeru Tsisekedi deslocaram-se à residência do embaixador para uma visita de homenagem à viúva e aos três filhos.

A zona do Kivu do Norte é considerada como uma das zonas mais perigosas da República Democrática do Congo mas, de acordo com as primeiras informações, a rota em que circulava o comboio de veículos humanitários não precisava de escolta especial.

O ataque ao comboio em que circulava o embaixador ocorreu na Estrada Nacional 2 perto da fronteira com o Ruanda, numa zona de montanha e de floresta densa.

Segundo a presidência da República Democrática do Congo, os veículos foram alvo de uma emboscada a cerca de três quilómetros do destino, a comuna de Kiwanja, tendo os "seis atacantes munidos de cinco espingardas de assalto AK-47 e de uma catana" surpreendido os veículos.

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