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Coronavírus

Já morreram 233 infetados em Itália: Milão e Veneza em quarentena

Já morreram 233 infetados em Itália: Milão e Veneza em quarentena

Com mais de 5800 casos confirmados, Itália ultrapassou, este sábado, as 200 mortes por infeção com o novo coronavírus. O número fixa-se, para já, em 233. Milão e Veneza foram colocados em quarentena.

Mais 36 pessoas morreram em Itália nas últimas 24 horas por causa do novo coronavírus, o que significa que o número total de mortes no país causadas pela doença já atingiu os 233, segundo dados oficiais divulgados este sábado. O número de casos positivos registados no país aumentou para 5883 (um acréscimo de 1247 novos).

A Itália, o país mais afetado na Europa e o terceiro no mundo pelo Covid-19 (a seguir à China e à Coreia do Sul) realizou 42062 testes desde o início da epidemia. A maioria dos casos positivos está concentrada no norte do país: na Lombardia (região de Milão, 3420 casos), Emilia-Romanha (região de Bolonha, 1010) e Veneto (região de Veneza, 543). Milão e Veneza foram aliás colocados em quarentena, avançou a imprensa italiana este sábado.

Líder do Partido Democrático italiano infetado

O líder do Partido Democrático (PD) italiano e atual governador da região do Lácio, Nicola Zingaretti, está infetado pelo novo coronavírus, anunciou hoje o próprio nas redes sociais.

"Os médicos disseram-me que testei positivo para o Covid-19. Estou bem, mas devo permanecer em casa nos próximos dias. Daqui continuarei a fazer o trabalho que tenho de fazer. Coragem a todos", pode ler-se numa declaração do secretário nacional do PD na rede social Facebook, que acompanha um vídeo.

Nicola Zingaretti, cujo partido que lidera integra o Governo de Giuseppe Conte (que também conta com o Movimento 5 Estrelas, Livres e Iguais e Itália Viva) e governador de Lácio (centro, com capital em Roma) é o primeiro líder político nacional italiano infetado, depois de dois conselheiros da região da Lombardia (norte, capital em Milão).

O responsável político foi eleito secretário do partido em março de 2019, sucedendo ao interino Maurizio Martina, que por sua vez tinha sucedido ao antigo primeiro-ministro italiano Matteo Renzi.

Os colaboradores mais próximos de Zingaretti na região e também os restantes membros do partido terão que se submeter a controlos de saúde, já que estiveram em contacto próximo com o responsável nos últimos dias. "Não tenho nenhum sintoma, mas obviamente que me submeterei a alguns controlos", explicou o subsecretário do PD, Andrea Orlando, citado pela agência Efe.

Também terão de ser desinfetadas tanto as zonas da sede do governo regional, como as do partido.

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