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Jeremy Corbyn quer eleições e referendo sobre o Brexit

Jeremy Corbyn quer eleições e referendo sobre o Brexit

O líder do partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, defendeu esta terça-feira que quer "tirar a decisão das mãos dos políticos e deixar o povo decidir" o processo do Brexit, primeiro em eleições e depois num referendo.

Num discurso no congresso do Labour em Brighton, disse que as eleições legislativas só deverão realizar-se quando for descartada definitivamente uma saída do Reino Unido da União Europeia ('Brexit') sem acordo.

"É uma proteção que é claramente essencial. Depois do que aconteceu, ninguém, absolutamente ninguém, pode confiar neste governo e neste primeiro-ministro para não usar esta crise que provocou para conduzir o nosso país até ao precipício de um 'Brexit' sem acordo dentro de cinco semanas", disse o líder do partido Trabalhista.

Depois de garantido um adiamento, Corbyn espera ganhar eleições e negociar um novo acordo para o 'Brexit' "sensato", que inclua uma nova união aduaneira com a União Europeia (UE), uma relação próxima com o mercado único e uma garantia de direitos e proteções.

"E dentro de seis meses após a eleição, colocaremos esse acordo numa votação pública junto com a opção de permanecer [na UE]. E como primeiro-ministro do Partido Trabalhista, prometo realizar o que as pessoas decidirem", acrescentou.

O Supremo Tribunal britânico decidiu esta terça-feira que a suspensão do Parlamento decidida pelo primeiro-ministro, Boris Johnson, até duas semanas antes do prazo para o Reino Unido sair da União Europeia ('Brexit') foi "ilegal".

Na leitura da decisão, a juíza, Brenda Hale, disse que "a decisão de aconselhar Sua Majestade a suspender o parlamento foi ilegal porque teve o efeito de frustrar ou impedir a capacidade do Parlamento de desempenhar as suas funções constitucionais sem uma justificação razoável".

Em declarações em Nova Iorque, onde se encontra para participar na Assembleia das Nações Unidas, o primeiro-ministro, Boris Johnson, indicou que vai pedir uma nova suspensão, mais curta, para iniciar uma nova sessão legislativa e permitir um Discurso da Rainha, quando é apresentado o programa político do governo para os próximos meses.

Boris Johnson também discordou que a lei determina que tenha de pedir um novo adiamento da data de saída.

"Atualmente, a lei determina que o Reino Unido sai da UE a 31 de outubro, aconteça o que acontecer. Mas o interessante e empolgante para nós agora é conseguir um bom acordo", disse.

Antes da suspensão, o Parlamento aprovou uma lei exigindo que o governo peça formalmente uma extensão se não for alcançado um acordo até 19 de outubro, mas o primeiro-ministro insistiu que não pretende fazê-lo e que pretende implementar a saída britânica da União Europeia (UE) no prazo de 31 de outubro.

O presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow, anunciou esta terça-feira que o parlamento britânico vai retomar os trabalhos na quarta-feira às 11:30 horas, sem o debate semanal com o primeiro-ministro britânico mas com a possibilidade de "perguntas urgentes, declarações de ministros e pedidos de debates de emergência".

Os líderes dos partidos políticos da oposição, incluindo o trabalhista Jeremy Corbyn, e a líder dos Liberais Democratas Jo Swinson, assim como os chefes dos governos autónomos escocês e galês, apelaram esta terça-feira à demissão do primeiro-ministro britânico, na sequência da decisão do Supremo Tribunal declarar "ilegal" a suspensão do parlamento.

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