Jerusalém

Declarações de líderes muçulmanos não impressionam Netanyahu

Declarações de líderes muçulmanos não impressionam Netanyahu

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse não estar impressionado com as declarações proferidas por vários países muçulmanos, que apelaram, numa cimeira extraordinária em Istambul (Turquia), ao reconhecimento de Jerusalém oriental como capital do Estado palestiniano.

"Todas estas declarações não nos impressionam", declarou o chefe do governo israelita, após a Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) ter feito este apelo à comunicação internacional, em reação à decisão dos Estados Unidos de considerar Jerusalém como capital de Israel.

Na mesma intervenção, Netanyahu instou os palestinianos a pararem com declarações que, segundo o próprio, são extremistas e a reconhecerem Jerusalém como capital do Estado hebreu.

Os palestinianos devem "trabalhar para a paz e não para o extremismo", disse o primeiro-ministro israelita.

E acrescentou que não só Jerusalém é a capital de Israel, como o Estado israelita está empenhado em proteger a liberdade de culto para todas as religiões.

Jerusalém é considerada uma cidade santa para cristãos, judeus e muçulmanos.

Na sua intervenção, Netanyahu não mencionou explicitamente o discurso que o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, fez na cimeira extraordinária da OCI em Istambul, mas as palavras do primeiro-ministro israelita tiveram claramente como destinatário, entre outros, o líder palestiniano, segundo as agências internacionais.

Na cidade turca, Mahmoud Abbas declarou que os Estados Unidos deixaram de estar aptos para mediar as negociações de paz entre israelitas e palestinianos, depois da decisão da administração liderada pelo presidente Donald Trump.

Ideia que foi corroborada pelo presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que afirmou estar "fora de questão" Washington manter o papel de mediador nas conversações de paz para o Médio Oriente.

Trump anunciou na passada quarta-feira (06 de dezembro) que os Estados Unidos reconhecem Jerusalém como capital de Israel e que vão transferir a sua embaixada de Telavive para Jerusalém, contrariando a posição da ONU e dos países europeus, árabes e muçulmanos, assim como a linha diplomática seguida por Washington ao longo de décadas.

Os países com representação diplomática em Israel têm as embaixadas em Telavive, em conformidade com o princípio, consagrado em resoluções das Nações Unidas, de que o estatuto de Jerusalém deve ser definido em negociações entre israelitas e palestinianos.