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Irão não vai tolerar reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel

Irão não vai tolerar reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel

O líder supremo do Irão, Ali Khamenei, condenou a intenção dos Estados Unidos de reconhecerem Jerusalém como a capital de Israel, garantindo que "o povo palestiniano sairá vitorioso".

"Quando eles dizem que querem declarar Jerusalém como a capital da Palestina ocupada, isso mostra a sua incapacidade", disse Ali Khamenei numa mensagem difundida pelo site do canal de televisão iraniano, citado pela AP.

No comentário à intenção dos Estados Unidos em reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, o líder iraniano vincou também que "a vitória, em última análise, irá para a nação islâmica e a Palestina".

Também o presidente do Irão, Hassan Rohani, garantiu que o seu país não irá tolerar o eventual reconhecimento, pelos Estados Unidos, de Jerusalém como capital de Israel.

O Irão "não tolerará uma violação dos lugares santos muçulmanos", disse o chefe de Estado num discurso perante responsáveis em Teerão. "Os muçulmanos devem manter-se unidos perante esta grande conspiração", acrescentou.

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O Irão não reconhece a existência de Israel, e apoia grupos militares anti-israelitas como o Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, na Palestina.

O presidente dos Estados Unidos vai reconhecer esta quarta-feira Jerusalém como capital de Israel, para onde vai transferir a embaixada, atualmente em Telavive, segundo responsáveis da administração norte-americana, citados pelas agências noticiosas internacionais.

De acordo com responsáveis norte-americanos, citados pelas agências noticiosas AP, AFP e Efe, Donald Trump vai, de seguida, ordenar ao Departamento de Estado que inicie a transferência da embaixada, de Telavive para Jerusalém, um processo que deve demorar anos.

A comunidade internacional nunca reconheceu Jerusalém como capital de Israel, nem a anexação da parte oriental conquistada em 1967.

Israel considera a Cidade Santa a sua capital "eterna e reunificada", mas os palestinianos defendem pelo contrário que Jerusalém-leste deve ser a capital do Estado palestiniano ao qual aspiram, num dos principais diferendos que opõem as duas partes em conflito.

Os países com representação diplomática em Israel têm as embaixadas em Telavive, em conformidade com o princípio, consagrado em resoluções das Nações Unidas, de que o estatuto de Jerusalém deve ser definido em negociações entre israelitas e palestinianos.

Uma lei norte-americana de 1995 solicitava a Washington a mudança da embaixada para Jerusalém, mas essa medida nunca foi aplicada, porque os Presidentes Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama adiaram sua implementação, a cada seis meses, com base em "interesses nacionais".

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