Jerusalém

Quatro palestinianos mortos em confrontos esta sexta-feira

Quatro palestinianos mortos em confrontos esta sexta-feira

O número de palestinianos mortos a tiro por soldados israelitas subiu para quatro, dois na Faixa de Gaza e dois na Cisjordânia, registando-se cerca de 400 pessoas com necessidade de assistência médica, anunciou o Ministério da Saúde palestiniano.

As mortes e os feridos ocorreram durante protestos contra a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel.

Segundo dados do Ministério da Saúde palestiniano, duas pessoas foram atingidas a tiro em confrontos em Gaza, quando um grupo de palestinianos se deslocou para a zona da fronteira, lançando pedras e "cocktails molotov" contra os soldados israelitas.

Os confrontos na Faixa de Gaza causaram ainda 164 feridos, cinco deles em estado grave, com mais de uma centena a necessitar de assistência com sintomas de asfixia grave, devido ao gás lacrimogéneo.

As outras duas vitimas mortais ocorreram durante disparos na Cisjordânia, onde também se registaram 103 palestinianos feridos, dois deles em estado grave.

O movimento radical palestiniano Hamas, que controla a Faixa de Gaza, tinha apelado, logo após a declaração do presidente dos Estados Unidos, a que se fizesse da cada sexta-feira - o principal dia de oração para os muçulmanos - um "dia de raiva".

Na quinta-feira, o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, insistiu no apelo a novas manifestações nos países muçulmanos e nos territórios palestinianos em protesto contra a decisão de Washington.

Além de Gaza, dezenas de milhares de pessoas responderam ao apelo em Jerusalém e na Cisjordânia ocupada, assim como na vizinha Jordânia.

A questão de Jerusalém é uma das mais complicadas e delicadas do conflito israelo-palestiniano.

Outras Notícias