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Comunidade portuguesa em França assinala Dia da Mulher com encontros

Comunidade portuguesa em França assinala Dia da Mulher com encontros

A comunidade portuguesa em França assinala o Dia da Mulher com encontros que vão envolver personalidades portuguesas e de todo o espaço da lusofonia, debatendo assim o papel da mulher no mundo, disse hoje à Lusa fonte da organização.

A Associação Luso-Balneolaise vai organizar no próximo sábado na Sala Léo Férre, nos arredores de Paris, uma "Jornada de reflexão dos direitos da mulher ao nível da lusofonia e em França" que vai juntar várias mulheres portuguesas e de origem portuguesa, mas também moçambicanas, angolanas, cabo-verdianas, brasileiras, timorenses, são-tomenses e guineenses.

"Dando as mãos, e estando num momento em que tantos erguem a voz de uma forma individual, conseguimos ter mais força. É uma questão cultural e não conseguimos andar em frente senão falarmos juntas. Em França, por exemplo, eu acho que há um retrocesso. Já nem falamos da igualdade salarial, mas da violência contra as mulheres que tem vindo a aumentar", afirmou Sonia Ribeiro, presidente da Associação Luso-Balneolaise, em declarações à agência Lusa.

Violência doméstica "é equivalente" entre franceses e lusodescendentes

O psicólogo Manuel dos Santos Jorge considerou que a violência doméstica em França terá hoje números equivalentes entre franceses e portugueses, face à emigração de 1960/70, quando dificuldades de adaptação e "relacionamento autoritário" trazido de Portugal "geravam violência".

Em 2017, morreram em França 130 mulheres vítimas da violência por parte dos seus companheiros. Um número que aumentou face a 2016 e que levou o Governo francês a apresentar no final do ano passado um portal online para a denúncia de violências sexuais e de género, de forma a facilitar a interação das vítimas com as autoridades.

Falta de apoio em português pode travar denúncia de violência doméstica na comunidade no Reino Unido

As líderes da Associação Respeito defenderam que o desconhecimento da língua inglesa e a falta de apoio em português podem travar emigrantes vítimas de violência doméstica na comunidade portuguesa no Reino Unido a denunciarem os agressores.

Alguns fatores "podem contribuir para um maior isolamento e aumentar a vulnerabilidade da vítima relativamente ao agressor" quando aquela vive num país estrangeiro, como a separação de uma rede de apoio familiar ou de amigos, a dependência financeira do agressor, a precariedade económica ou problemas de saúde mental, disseram à agência Lusa as fundadoras daquela associação Maria João Nogueira e Fernanda Correia.

Violência doméstica continua a afetar comunidade portuguesa no Canadá

Uma assistente social do Centro Abrigo, em Toronto, disse hoje que a violência doméstica é um problema que continua a afetar todas as comunidades no Canadá "incluindo a portuguesa".

Cidália Pereira, supervisora no Centro Abrigo, uma instituição de solidariedade social de Toronto, diz que a resposta do abuso masculino sobre mulheres "não é simples".

"Verificamos um número mais elevado de casos de abuso quando há problemas económicos, ou quando surgem desastres naturais", explicou.

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