Luxemburgo

Em Schengen teme-se que o coronavírus seja o início do fim da Europa

Em Schengen teme-se que o coronavírus seja o início do fim da Europa

Há 35 anos, os líderes europeus assinaram na pequena aldeia luxemburguesa de Schengen o acordo que estabeleceu a livre circulação de pessoas, bens e serviços no continente. Agora, há bloqueios nas estradas, controlos policiais, gente desesperada para passar de um lado para o outro. Retrato de uma Schengen sem espaço.

Na marginal ribeirinha de Schengen há uma torre de bronze onde estão marcados todos os países que aderiram ao acordo europeu de livre circulação. Como a estrutura é formada por pequenas barras, viajantes de todo o mundo habituaram-se a prender ali cadeados para declarar a eternidade das suas paixões.

A torre não seria muito diferente dos miradouros e pontes que existem em todo o mundo onde namorados agrilhoam o afeto. Não fosse este detalhe: aqui uma boa parte das paixões são internacionais. Vera prendeu no setor português a sua paixão pelo anglófono Mark. Cyril tornou francesa a atração por Nicoleta, que tem nome romeno. Kaarl há de ser finlandês, pois foi lá que escolheu fechar à chave a eternidade com Enzo, que o mais provável é ser italiano. Na aldeia onde a Europa derrubou as barreiras também não as há para o romance.

A chegada do coronavírus, no entanto, criou o impensável. Trinta e cinco anos depois de a povoação se tornar ícone da liberdade europeia, as fronteiras voltaram em fechar. Foi afinal em Schengen que cinco países europeus (Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Alemanha e França) assinaram em 1985 um acordo de livre circulação que cresceria e permitiria a mobilidade de um continente inteiro. Hoje, o Espaço Schengen abrange 26 países e estende-se de Portugal à Islândia e da Grécia à Noruega.

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