Idai

Igreja de Braga envia 25 mil euros para Moçambique

Igreja de Braga envia 25 mil euros para Moçambique

A Arquidiocese de Braga vai enviar para a Arquidiocese da Beira, em Moçambique, a quantia de 25 mil euros para ajudar na reconstrução das infraestruturas após passagem do ciclone Idai.

A diocese liderada por D. Jorge Ortiga vai usar os "canais religiosos" que mantém com a diocese de Pemba e onde estão um sacerdote e dois missionários bracarenses para, com maior rapidez, conseguir que a ajuda financeira chegue às zonas mais carenciadas. Em nota pastoral divulgada hoje, D. Jorge afirmou que a igreja não pode "ficar surda face aos clamores da terra e dos mais pobres".

O ciclone Idai, que atingiu a Beira, em Moçambique, há uma semana, com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora, deixando os cerca de 500 mil residentes na quarta maior cidade do país sem energia e linhas de comunicação.

A passagem do ciclone no centro de Moçambique e as cheias que se seguiram já provocaram mais de 200 mortos. Cerca de 350 mil pessoas estão em situação de risco e da severa destruição devido a esta tragédia. A cidade da Beira sofreu estragos em 90% dos seus edifícios e infraestruturas. Cerca de 50 quilómetros de território ficaram submersos. A UNICEF estima que há 260 mil crianças entre a população afetada.

De acordo com a Arquidiocese da Beira, o ciclone incidiu sobretudo no "corredor da Beira", um percurso de cerca de 130 quilómetros habitado por cerca de um milhão de pessoas e onde estão implementadas 25 paróquias.

A Arquidiocese da Beira dá conta de danos em 22 igrejas paroquiais e em 60 capelas. Três igrejas foram totalmente destruídas pela passagem do ciclone. Nove residências paroquiais e 20 residências de religiosos e religiosas sofreram danos. Sete escolas, que servem cerca de 9.500 alunos, viram o telhado arrancado das suas salas.

Algumas estruturas diocesanas, como a residência episcopal e o Seminário Bom Pastor, ficaram sem telhado e sofreram danos no interior. O escritório da Cáritas diocesana ficou destruído, com danos em documentação e material informático.

O Centro de Formação Pastoral de Nazaré, com capacidade para acolher 200 pessoas, ficou "inabitável". Os lares e orfanatos, que acolhem cerca de 150 crianças, também sofreram danos nos telhados e no material.