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Violência doméstica

Portuguesa morta à facada por ex-namorado na Alemanha

Portuguesa morta à facada por ex-namorado na Alemanha

Uma mulher portuguesa foi morta à facada, no domingo, pelo ex-namorado, em Frankfurt, Alemanha, onde estava emigrada. É a 11ª portuguesa a morrer, este ano, vítima de violência doméstica, desta vez num país estrangeiro.

Inês Terrahe, 32 anos. Médica e pintora nos tempos livres. Nascida na Holanda mas criada em Portugal. Foi morta, degolada, à porta de casa, em Franz-Rücker-Allee (distrito de Bockenheim), no domingo à noite. Stefan Borger, ex-namorado, é o único suspeito.

Alertado por gritos de ajuda, foi um vizinho que encontrou Inês caída no chão, esvaída em sangue. Tinha sida atingida várias vezes. Hauke Hansen ainda chamou as autoridades, mas quando lá chegaram já não havia vida para salvar.

Quando saiu de casa em socorro da portuguesa, Hansen ainda cruzou olhares com o agressor, um ex-namorado da vítima com quem esta já não mantinha uma relação desde o fim do ano passado. Segurava uma faca ensanguentada e "parecia agressivo", descreveu o homem ao "Bild". "Rapidamente peguei na chave do meu carro e no telemóvel e segui-o", adiantou, acrescentando que acabou por perder o rasto do alegado homicida.

O alemão, de 35 anos, foi detido no mesmo dia, no sul de Hesse, e apresentado a tribunal na segunda-feira.

Especialidade em Dermatologia

Inês veio em bebé para Portugal. Viveu na Amadora até se mudar para Pilsen, República Checa, em 2004, para estudar Medicina, contou ao JN a amiga Lisa Caiado. Voltou em 2011 e ficou cinco anos a trabalhar em hospitais do país, mas a vontade de continuar a formação fez com que aprendesse alemão e rumasse a Frankfurt, no início de 2017, para se especializar em Dermatologia.

"A Inês era a minha melhor amiga de faculdade. Vivemos juntas seis anos, éramos da mesma turma e fazíamos tudo juntas. Não há palavras para isto que aconteceu", lamentou Lisa ao JN.

Os pais de Inês Terrahe chegaram esta quarta-feira de manhã a Frankfurt. O corpo da vítima vai ser trasladado para Portugal.

O JN noticiou, na quarta-feira, que desde o início do ano já tinham morrido em Portugal 11 mulheres (dez portuguesas) às mãos de namorados, maridos, ex-companheiros ou outros familiares. A morte de Inês, na Alemanha, faz elevar o número de vítimas.