Luxemburgo

Luxemburgo: Está no ar a liberdade com a ajuda dos portugueses

Luxemburgo: Está no ar a liberdade com a ajuda dos portugueses

O estúdio está montado em cima da ponte internacional de Echternach, entre o Luxemburgo e a Alemanha. A frequência não permite mais de cinco quilómetros de alcance. As emissões são todas feitas por voluntários portugueses e luxemburgueses. E no entanto, nos dias confinamento, a pequeníssima rádio Aktiv tornou-se um exército pela liberdade de movimentos na Europa.

Eram duas da tarde de sábado quando o Hino da Alegria começou a ecoar na ponte internacional de Echternach. Georges Schmitz, luxemburguês de 50 anos, pegou nas colunas que estavam guardadas na cave do antigo posto da alfândega, levou-as para a rua e começou a emitir o seu programa para quem passasse. A antiga casa da guarda fronteiriça serve hoje de estúdio à Aktiv, uma rádio local que emite exclusivamente para Echternach e Echternacherbruck, do lado alemão da fronteira.

Ao microfone, o homem fazia brindes, regozijava-se com as mudanças, entrevistava transeuntes. Mesmo antes de terminar a transmissão, disse emocionado: "Sinto que acabámos de derrubar o nosso próprio Muro de Berlim." E depois pôs a tocar "Another Brick in the Wall", dos Pink Floyd.

Horas antes, a polícia alemã tinha desmontado as barreiras de controlo que impediam a entrada no país durante a pandemia de Covid-19. Ao longo de quase dois meses, os animadores da Aktiv tinham assistido à frustração de quem queria passar para o outro lado e não podia. "Foi uma violência enorme, porque esta comunidade é apenas uma. Echternacherbruck não é mais do que um bairro de Echternach, ainda que fique noutro Estado", encolhia os ombros Schmitz. E depois puxava de um argumento que era dele e de uma comunidade inteira: "Como se alguma vez um vírus pudesse ser travado pela polícia."

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