JN Comunidades

Luxemburgo rejeita libertação de presos. Português fez greve de fome

Luxemburgo rejeita libertação de presos. Português fez greve de fome

O português David Andrade de Oliveira fez greve de fome para exigir, entre outras coisas, a saída antecipada dos prisioneiros em fim de pena. Garante que não há qualquer proteção dos presos contra a Covid-19 no Centro Penitenciário do Luxemburgo.

Passou mais de metade dos seus 34 anos de vida em estabelecimentos prisionais no Luxemburgo. Chama-se David Andrade de Oliveira e esteve oito dias sem comer, nem beber numa cela. "O mais difícil foram os primeiros dois dias. Por causa das dores de barriga e dos desmaios, mas a partir do quarto dia começamos a habituarmo-nos", revela . Só no seu corredor havia outros cinco portugueses em protesto, e quatro conseguiram resistir e levar a semana de greve de fome até ao fim. Ao todo, estima que foram "cem que estiveram neste protesto" em todo o Estabelecimento Prisional do Luxemburgo

Tudo começou com as medidas impostas no Centro Penitenciário de Schrassig por causa da Covid-19. "Foi a gota de água que fez transbordar o copo", explica o luso-descendente nascido no Luxemburgo. "Não podíamos ver a família, deixámos de trabalhar, não respeitavam os nossos direitos humanos. Vivemos numa verdadeira ditadura cá dentro", sublinha David.

Leia mais em Contacto

Outras Notícias