Luxemburgo

Transfronteiriços vão ser as primeiras vítimas da crise económica da pandemia

Transfronteiriços vão ser as primeiras vítimas da crise económica da pandemia

Muitos trabalhadores transfronteiriços estão no desemprego parcial. Daniel Teixeira, proprietário da Pastelaria Dalipan, na capital do Luxemburgo, de portas fechadas há mais de dois meses, é exemplo do caso.

Com a pastelaria fechada há dois meses, Daniel Teixeira não teve outra solução. O prejuízo não lhe permitia manter os funcionários, por isso, recorreu ao desemprego parcial. "Foi uma boa medida do Governo pois sem este apoio teríamos de ter despedido os nossos empregados. Sem faturação, não havia hipótese", conta o proprietário português. Também Duarte, trabalhador da construção civil esteve pouco mais de um mês no desemprego parcial, mas já voltou a trabalhar. "Através desta forma de desemprego, a minha empresa pode continuar viva. A construção civil foi o primeiro setor a começar a trabalhar e já estamos no ativo como antes", frisa Duarte.

Os casos destes portugueses são apenas dois exemplos "entre os mais de 135 mil trabalhadores que em abril estavam já em desemprego parcial no Luxemburgo", refere Sarah Mellouet, economista da Fundação Idea. A maioria destes trabalhadores - 133 mil - já estava afetado por este desemprego parcial em março, logo no início da pandemia.

Um novo estudo realizado a nível europeu "Assegurar um trabalho justo a tempo reduzido - uma visão europeia", dos investigadores Torsten Muller e Thorsten Schulten, revela que o Luxemburgo é o quarto país da Europa com maior número de trabalhadores em desemprego parcial (44,4%). A Suíça (48,1%) lidera, seguida da França (47,8%) e de Itália (46,6%).

Perante esta pandemia da covid-19 que está a gerar uma grave crise sanitária e económica, a redução do tempo de trabalho, pago com o apoio dos governos, foi a forma encontrada pelos países europeus para evitar a perda de emprego de milhões e milhões de trabalhadores na Europa. Por exemplo, 42 milhões de europeus foram para o desemprego parcial, lay-off ou atividade parcial, definições diferentes para a mesma forma de "salvar" empregos, indica o estudo europeu.

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