Grécia

Jogador português relata drama dos incêndios em Atenas

Jogador português relata drama dos incêndios em Atenas

Hélder Lopes é mais um dos vários jogadores portugueses que atuam em Atenas. O antigo jogador do Paços de Ferreira, que agora defende as cores do AEK , foi obrigado a interromper o treino na segunda-feira devido aos incêndios que já mataram mais de sessenta pessoas, ferindo várias dezenas.

"Só me apercebi da gravidade de toda a situação esta terça-feira de manhã ao ver as imagens na televisão. É aterrador ver vídeos de pessoas a fugirem para a água por causa dos incêndios", conta, ao JN, o atleta de 29 anos que na época passada jogou no Paços de Ferreira.

Apesar de viver ainda longe da zona mais afetada pelas chamas, que já mataram 60 pessoas e feriram mais de 170, de acordo com a última contagem oficial, o atleta treina numa zona mais próxima das localidades mais afetadas. "Do nosso centro de treino era possível ver a imensidão das chamas. Por precaução o treino, às 19.00, foi interrompido na segunda-feira. Hoje ainda não sabemos como vai ser. Continuamos na expectativa", referiu o jogador.

O atleta acompanhou de perto o drama dos incêndios que, em 2017, atingiram Portugal e não tem dúvidas sobre as semelhanças. "As imagens são quase as mesmas. É tudo muito parecido com o que aconteceu em Portugal no ano passado", assume o jogador.

Portuguesa em Atenas confia que fogo está controlado

Uma portuguesa que vive em Atenas recordou à Lusa o cheiro a queimado e o "céu enegrecido" que cobria a cidade na segunda-feira e mostrou-se confiante de que os incêndios na região estão agora controlados.

"Na zona de Atenas os incêndios estão debelados, controlados. Os bombeiros estão a controlar toda a região para apagar os pequenos focos que ainda existam. Tenho estado a ouvir as notícias e os incêndios nesta região estão apagados e as imagens na televisão são de zonas queimadas, mas não de zonas em chamas", referiu por telefone à Lusa Maria da Piedade Maniatoglou, 61 anos, que se fixou há mais de quatro décadas na capital grega.

Maria da Piedade assinalou que não há registo de vítimas entre a comunidade portuguesa, uma confirmação que obteve após um contacto com o representante diplomático português.

"Falei com o senhor embaixador há cerca de uma hora, puseram-se em movimento para o que fosse necessário, pediu-me que, se soubesse de alguém, os reencaminhasse para a embaixada para o que fosse necessário", disse.

A rapidez com que o fogo alastrou foi um dos fatores que terá motivado um número elevado de vítimas, indicou.

"Num dos sítios onde há vítimas mortais, estavam a referir que praticamente tudo aconteceu em uma hora ou pouco mais, nos sítios onde há casas ardidas. Foi imensamente rápido e em grande parte penso que causado pelos ventos muito fortes... Foi mais ou menos como no ano passado em Portugal", disse Maria da Piedade.