Covid-19

Johnson & Johnson adia entregas da vacina na Europa

Johnson & Johnson adia entregas da vacina na Europa

A norte-americana Johnson & Johnson decidiu adiar a disponibilização da vacina contra a covid-19 na Europa.

Por causa de casos pontuais de formação de coágulos sanguíneos em pessoas vacinadas com a vacina da Johnson & Johnson, pertencente à Janssen, nos Estados Unidos, a entrega da substância na Europa vai ser adiada, adianta a farmacêutica em comunicado citado pela agência "Bloomberg".

"A segurança e o bem-estar das pessoas que usam os nossos produtos são a nossa prioridade número 1. Estamos cientes de um distúrbio extremamente raro envolvendo pessoas com coágulos sanguíneos em combinação com plaquetas baixas num pequeno número de indivíduos que receberam a nossa vacina", pode ler-se na nota em que a farmacêutica anuncia ter tomado a decisão de "adiar proativamente o lançamento" da vacina na Europa.

"Temos trabalhado em estreita colaboração com médicos especialistas e autoridades de saúde, e apoiamos fortemente a comunicação aberta desta informação aos profissionais de saúde e ao público", acrescenta a Johnson & Johnson.

Por sua vez, o regulador europeu, a Agência Europeia do Medicamento "(EMA), sublinhou que ainda está "a investigar" os casos de tromboembolismo detetados após a administração da vacina da Johnson & Johnson e alertou que, "para já, não se sabe se há relação causa-efeito". A EMA tinha começado, na semana passada, uma investigação à vacina também para apurar se existiriam casos de coágulos associados.

O comité de segurança da Agência Europeia do Medicamento (EMA) está a rever a segurança da vacina investigando estes casos e a necessidade de uma eventual medida de regulação só será decidida quando houver conclusões científicas, explicou uma porta-voz da agência.

Seis casos de coagulação rara

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A decisão agora anunciada surge depois de o regulador de medicamentos norte-americano (o "Food and Drug Administration") e o Centro de Controlo de Doenças (CDC) do país terem pedido uma pausa na administração da vacina nos EUA, para que se possa analisar seis casos de doença com coágulos sanguíneos. Segundo o "The New York Times", trata-se de seis mulheres, com idades entre 18 e 48 anos, que desenvolveram uma condição rara de coagulação do sangue, duas semanas depois de terem recebido a vacina, de dose única. Os sintomas surgiram entre seis a 13 dias depois da vacinação. Além dos coágulos, foram registadas contagens de plaquetas reduzidas.

Uma das doentes morreu e outra está hospitalizada, em estado crítico.

As primeiras 30 mil doses da vacina desta farmacêutica chegam a Portugal na quarta-feira, sendo esperado que o país receba, ainda durante o segundo trimestre deste ano, 1,25 milhões de doses, do total de 4,5 milhões de doses que o país deverá ter disponíveis ao longo de 2021.

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