Síria

Jornalistas desaparecidos nas mãos dos serviços secretos sírios

Jornalistas desaparecidos nas mãos dos serviços secretos sírios

Os dois jornalistas turcos desaparecidos na Síria foram entregues aos serviços de informações sírios pelas forças que apoiam o regime de Damasco, divulgou a agência noticiosa turca Anatolia.

Um dos jornalistas, o operador de câmara Hamit Coskun, está ferido e tem sinais de tortura, indicou a agência, citado fontes locais e testemunhas na Síria.

Os serviços de informações sírios retiraram os dois homens, Adem Ozkose (jornalista) e Hamit Coskun, da aldeia de Al-Fua, perto do bastião rebelde de Idleb (noroeste da Síria), a bordo de dois veículos blindados, precisou a agência turca, acrescentando que o atual paradeiro dos dois profissionais é desconhecido.

Contactado pela agência noticiosa francesa AFP, o Ministério dos Negócios Estrangeiros turco recusou comentar estas informações.

Na quarta-feira, o jornal turco Milat, com sede em Istambul, lançou o alerta do desaparecimento dos dois profissionais.

Num breve comunicado, o jornal referiu que não tinha contacto com os dois profissionais há cinco dias.

Na mesma ocasião, o jornal pediu ajuda ao governo de Ancara para descobrir o paradeiro dos jornalistas.

Adem Ozkose, que trabalha para o jornal Milat, e Hamit Coskun entraram há cerca de uma semana na Síria para fazer um documentário sobre a situação no país, acrescentou a agência Anatolia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Ahmet Davutoglu, afirmou na quarta-feira que o Governo de Ancara estava a fazer "intensos esforços" para encontrar os jornalistas desaparecidos.

A conquista da cidade de Idleb (um dos bastiões dos rebeldes sírios), perto da fronteira com a Turquia, pelo exército fiel ao regime do presidente Bashar al-Assad ocorreu após os fortes bombardeamentos no bairro de Baba Amr em Homs (centro), que fizeram centenas de mortos, segundo a oposição síria.

Durante os bombardeamentos à cidade de Homs morreram dois jornalistas estrangeiros, a norte-americana Marie Colvin e o francês Rémi Ochlick.

Também em Homs ficaram feridos dois jornalistas estrangeiros: o britânico Paul Conroy e a francesa Edith Bouvier.

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