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José Manuel Fernandes: "Sem a NATO, Putin teria entrado na UE"

José Manuel Fernandes: "Sem a NATO, Putin teria entrado na UE"

Numa sessão plenária marcada pela guerra na Ucrânia, o JN está a entrevistar eurodeputados portugueses sobre as exigências e as consequências do conflito militar no futuro da União Europeia. José Manuel Fernandes, chefe de delegação do PSD no Parlamento Europeu, defende que a autonomia energética e a alimentar devem ser prioritárias.

Qual deve ser o papel e a intervenção do Parlamento Europeu perante a guerra na Ucrânia?

O Orçamento da União Europeia tem cerca de 10 mil milhões de euros em ajuda humanitária e 11 mil milhões de euros no apoio aos refugiados. Mas, se forem necessários mais recursos, serão colocados. Há muito dinheiro, milhares de milhões de euros que não foram utilizados no âmbito da política de coesão 2014-2020, e que podem ser usados na reinserção, nas qualificações e no emprego dos refugiados. Além disso, é necessária a defesa dos cidadãos europeus, nomeadamente a proteção na escalada de preços da energia. A médio prazo, há uma questão que devia já estar resolvida: neste momento, a UE financia a compra de armas a Putin. É essencial não dependermos da Rússia do ponto de vista energético. Também precisamos de autonomia estratégica na alimentação. O dinheiro do mecanismo de recuperação e resiliência, como os empréstimos que não foram usados, podem ser reorientados para estes objetivos.

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