Fundamentalismo

Jovem jogadora de voleibol decapitada pelos talibãs no Afeganistão

Jovem jogadora de voleibol decapitada pelos talibãs no Afeganistão

Uma jogadora de voleibol da seleção do Afeganistão foi decapitada pelos talibãs. Várias fotos da decapitação circularam pelas redes sociais, diz a treinadora da rapariga, que tinha 18 anos.

Mhjabin Hakimi foi morta pelos talibãs, em Cabul, num alegado raide de tropas dos fundamentalistas religiosos no poder contra o desporto feminino no Afeganistão.

Em declarações ao jornal "Persian Independent", a treinadora disse que a jovem foi morta no início do mês, mas a execução foi mantida em segredo porque a família foi ameaçada pelos talibãs.

Imagens da jovem decapitada foram publicadas nas redes sociais no Afeganistão, segundo aquele jornal, que cita declarações da treinadora sob o anonimato.

O Centro de Investigação Jornalística de Payk confirma que a jovem doi decapitada e diz que não há qualquer comentário do governo ao sucedido. A data da morte de Hakimi não é consensual, no entanto. Fontes citadas pelo canal de televisão norte-americano "Fox News" sugerem que a jovem teria sido morta a 13 de agosto, nos últimos dias da insurgência talibã antes da tomada de Cabul e da subida ao poder dos radicais islâmicos.

A treinadora, que falou ao "Persian Independent" sob o pseudónimo de Suraya Afzali, diz que falou no assunto para ilustrar as dificuldades das mulheres em praticar desporto o Afeganistão. "Todas as jogadoras da equipa de voleibol e o resto das mulheres estão numa má situação, em desespero e medo", disse. "Foram todas forçadas a fugir", revelou.

Uma colega de equipa de Hakim disse, no início do mês, que os Talibãs ameaçaram as famílias das desportistas. "Disseram para não permitir que as raparigas praticassem desporto, caso contrário terão de enfrentar uma violência sem precedentes", disse a voleibolista, falando ao canal de televisão britânico BBC.

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