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Jovem que matou duas pessoas em Wisconsin apanhado com apoiantes dos Proud Boys

Jovem que matou duas pessoas em Wisconsin apanhado com apoiantes dos Proud Boys

Kyle Rittenhouse, o adolescente acusado de matar duas pessoas durante os protestos em Kenosha, Wisconsin, em agosto, foi apanhado num bar a posar para fotos com simpatizantes dos Proud Boys, grupo armado de extrema-direita com estrutura miliciana. O evento deu-se logo após ter sido libertado da prisão com uma caução de dois milhões de dólares (cerca de 1,6 milhões de euros).

A denúncia foi feita por promotores de justiça do estado que já entraram com uma moção para modificar as condições da caução de Kyle, pedindo a um juiz que limite a entrada do jovem em bares e que exija o seu distanciamento de grupos de extrema-direita, revela a Associated Press.

O jovem, que à data dos eventos tinha de 17 anos, foi julgado como adulto e acusado de cinco crimes, que incluem homicídio voluntário de primeiro grau e homicídio imprudente de primeiro grau, bem como posse de arma perigosa. Kyle disse-se inocente durante todo o julgamento e o seu advogado, Mark Richards, alegou que os eventos ocorreram num ato de legítima defesa.

As mortes deram-se durante os protestos do movimento Black Live Matter que foram espoletados pelo incidente que envolveu Jacob Blake, um homem afro-americano, atingido por sete tiros à queima-roupa nas costas por um polícia branco em Kenosha.

"A moção do Estado é uma tentativa pouco velada de inserir a questão racial num caso que é sobre o direito à legítima defesa", escreveu o advogado em resposta aos procuradores.

Kyle estava nos protestos, que decorreram nas ruas de Kenosha, armado com uma metralhadora semiautomática. Enfrenta agora uma sentença de prisão perpétua se for condenado por homicídio voluntário de primeiro grau.

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O documento apresentado pelos promotores afirma que, além de o jovem ter posado ao lado de dois homens, enquanto todos faziam com as mãos o sinal de "OK", símbolo que tem sido usado pelos supremacistas brancos, "a associação continua com membros de um grupo que se orgulha da violência aumenta a possibilidade significativa de danos futuros".

Os promotores alegam ainda que cinco dos homens que se encontravam no bar cantaram para Rittenhouse a música "Proud of Your Boy", o hino dos Proud Boys, grupo cujos membros foram identificados como envolvidos no ataque ao Capitólio dos Estados Unidos, a 6 de janeiro.

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