Aventura

Jovens constroem avião para atravessar o continente africano

Jovens constroem avião para atravessar o continente africano

20 adolescentes sul-africanos criaram uma aeronave para voar da Cidade do Cabo (África do Sul) até ao Cairo (Egito). Na primeira paragem, na Namíbia, a equipa mostra-se relaxada e confiante.

Três semanas foi o tempo que levou para um grupo de adolescentes sul-africanos construir um avião Sling 4, para dar início a uma aventura: atravessar o continente africano - em situações normais, a construção da aeronave demoraria mais de 100 dias. Com a ajuda de engenheiros e técnicos, o grupo terminou a construção em tempo recorde.

O projeto foi ideia de Megan Werner, a jovem de 17 anos tirou a licença de voo de propósito para esta viagem e o seu objetivo com o projeto é deixar uma mensagem de esperança no povo africano: "tudo é possível se trabalharmos para tal".

Megan estudava para os exames finais, trabalhava na aeronave e tirava a licença para se tornar uma piloto profissional, uma dificuldade extra, que torna a concretização do sonho ainda mais compensadora.

Com apenas 15 anos de idade, Agnes Keamogetswe Seemela é outro membro da tripulação responsável por parte da construção das asas e do motor. Agnes espera conseguir inspirar outros jovens como ela e deixar a sua comunidade orgulhosa, tal como ela se sentiu quando viu o resultado final. Sobre a sua primeira experiência de voo e a prestação da aeronave "Voa bem e a vista é incrível".

O avião sobrevoará o continente africano de norte a sul em etapas de até seis horas. Seis jovens pilotos, com idades entre os 15 anos e os 19, vão revezar-se aos comandos, acompanhados noutra aeronave por pilotos profissionais, que poderão ajudar em caso de necessidade.

A duração total da viagem é de 6 semanas entre a Cidade do Cabo e o Cairo.

Até chegarem à capital egípcia a tripulação pretende parar no Zimbabué, Malawi, Tanzânia, Quénia, Etiópia e Eritreia. Antes de voltar para a África do Sul, a aeronave irá parar ainda no Uganda, no Ruanda, Zâmbia e na Republica do Botswana.

A empresa por trás do projeto, a U-Dream Global, foi criada por Megan Werner com ajuda do pai, piloto de aviação comercial.

A organização não pretende parar por aqui. Na sua página, encontra-se um concurso aberto para mais jovens (entre os 16 e os 19 anos) que queiram ser pilotos de aviões. A organização quer apostar na juventude sul-africana e desenvolver projetos em que os possa apoiar. O primeiro projeto desenvolvido contou com mais de 1000 candidaturas.