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Juiz chama a depor ex-contabilista do rei de Espanha

Juiz chama a depor ex-contabilista do rei de Espanha

O juiz José Castro, encarregue da instrução do caso Nóos, chamou a declarar Marco António Tejeiro, antigo contabilista do instituto liderado pelo cunhado do rei Felipe VI de Espanha, para o próximo dia 12 de Julho.

A decisão do magistrado de Palma de Maiorca surge depois de Tejeiro ter confessado ao Ministério Público espanhol que Iñaki Urdangarin e o sócio, Diego Torres, encabeçaram uma rede de apropriação de fundos públicos. O ex-contabilista revelou ainda que a sociedade Aizoon, detida em partes iguais pela infanta Cristina e pelo marido, foi utilizada com a finalidade de desviar o dinheiro conseguido de forma ilegal.

Com esta confissão, Tejeiro espera obter no futuro uma redução da pena que possa vir a ser-lhe aplicada. Trata-se do primeiro acordo realizado no âmbito deste caso.

José Castro espera agora que o contabilista ratifique na declaração que terá que fazer no tribunal das ilhas Baleares a afirmação que remeteu esta semana por escrito à procuradoria anticorrupção. Nesta, Tejeiro relatou como circulavam as faturas falsas entre as várias empresas envolvidas no esquema montado por Urdangarin e pelo sócio, através das quais se apropriaram de forma ilícita de perto de 6 milhões de euros provenientes das arcas públicas. Mostrando-se arrependido, o contabilista despedido do Instituto Nóos em 2008 revelou ainda a forma como se efetuavam contratos de trabalho falsos com o objetivo de obter benefícios fiscais.

Entretanto, Diego Torres já anunciou que irá apresentar uma denúncia contra Tejeiro, afirmando que este "mente".

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