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Juiz de Nova Iorque suspende condenação de desacato contra Trump

Juiz de Nova Iorque suspende condenação de desacato contra Trump

Um juiz de Nova Iorque suspendeu a condenação de desacato que impôs em abril ao ex-Presidente dos EUA Donald Trump por não colaborar com a investigação do Ministério Público (MP) sobre a sua empresa.

O juiz do Supremo Tribunal de Manhattan Arthur F. Engoron condenou o ex-chefe de Estado por desacato em 26 de abril por não ter cumprido um pedido de entrega de documentos financeiros, forçando-o a pagar 110 mil dólares (105 mil euros) e a responder a certos termos, que hoje o magistrado considerou resolvidos.

As condições passavam por explicar de forma detalhada a busca dos documentos financeiros solicitados pelo procurador que não haviam sido entregues e as políticas da empresa de Trump sobre a destruição e retenção de provas, algo que os seus advogados resolveram, segundo o jornal The New York Post.

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Arthur F. Engoron ordenou que o dinheiro da multa fique num depósito do MP até que o recurso seja concluído.

O MP está a tentar determinar por via civil se a empresa de Trump inflacionou o valor dos seus bens para poder obter empréstimos bancários e ao mesmo tempo reduziu esse mesmo valor com a intenção de pagar menos impostos.

Trump e os seus dois filhos mais velhos, Ivanka e Donald Jr., devem apresentar-se sob juramento em 15 de julho, após terem sido intimados pelo procurador na investigação.

A procuradora-geral de Nova Iorque, Letitia James, uma democrata, tinha pedido ao tribunal que prendesse Trump por desacato, depois de ter falhado o prazo que lhe foi dado, 31 de março, para entregar documentos solicitados no âmbito da investigação.

Trump, um republicano, tem lutado contra a procuradora-geral de Nova Iorque em tribunal por causa da investigação que esta conduz, e que ele considera uma "caça às bruxas" com motivações políticas.

Letitia James tem conduzido uma longa investigação sobre a Trump Organization, empresa da família do ex-presidente, centrada no que ela alega ser um padrão de enganar bancos e autoridades fiscais sobre o valor das suas propriedades.

A investigação promovida pela procuradora-geral de Nova Iorque referiu em documentos judiciais que descobriu evidências de que Trump pode ter deturpado o valor de ativos como campos de golfe e arranha-céus nas suas demonstrações financeiras ao longo de mais de uma década.

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