Rússia

Julgamento de Navalny por ofensa a veterano adiado para 12 de fevereiro

Julgamento de Navalny por ofensa a veterano adiado para 12 de fevereiro

O julgamento contra o líder opositor russo Alexei Navalny, acusado de difamar um veterano da Segunda Guerra Mundial, iniciado esta sexta-feira num tribunal de Moscovo, será retomado em 12 de fevereiro, informaram fontes judiciais.

Navalny, que compareceu perante a justiça no espaço de uma semana, está acusado de divulgar em 2020 um vídeo em que apelida de "vendidos" e "traidores" os protagonistas de uma gravação onde defendiam as alterações constitucionais promovidas pelo Presidente russo Vladimir Putin, onde se incluía um veterano de 95 anos.

O neto do idoso processou o opositor, que recusou reconhecer a sua culpa e acusou os familiares de tentarem aproveitar-se da situação ao "comercializarem" com a sua imagem.

Navalny opôs-se ao adiamento do julgamento e afirmou que o procurador solicitou essa medida pelo facto de o opositor ter demonstrado durante a audição que o neto do veterano "mentiu" na sua declaração.

O artigo do código penal para estes casos prevê uma multa até um milhão de rublos (cerca de 11 mil euros) ou até 240 horas de trabalho comunitário.

Na terça-feira, a justiça russa condenou Navalny a uma pena de três anos e meio de prisão ao tornar efetiva uma sentença suspensa em 2014, um julgamento considerado arbitrário pelo Tribunal europeu de direitos humanos.

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No entanto, a sentença impôs que fossem descontados os dez meses em que Navanly permanece em prisão domiciliária, devendo assim cumprir dois anos e oito meses.

Na sua comparência de hoje, o chefe da oposição russa considerou este processo "uma burla", ao envolver um homem com 95 anos que participa por videoconferência a partir de casa.

Após a detenção de Navalny em 17 de janeiro após o seu regresso da Alemanha, os seus apoiantes convocaram manifestações não autorizadas em sem apoio e que abrangeram mais de 140 cidades, reprimidas com dureza pela polícia que deteve mais de 10 mil pessoas.

Apenas na passada terça-feira foram presas mais de 1400 pessoas que saíram à rua em protesto contra a condenação do opositor.

No entanto, os partidários de Navalny não têm previstos novos protestos no imediato, após o chefe da sua equipa, Leonid Volkov, ter anunciado via Telegram que as convocatórias foram adiadas até à primavera e ao verão.

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