Toxicodependentes

Justiça brasileira investiga operação policial contra toxicodependentes

Justiça brasileira investiga operação policial contra toxicodependentes

A operação policial desencadeada na semana passada na região conhecida como "Cracolândia", na cidade de São Paulo, será investigada pela Justiça, informou esta terça-feira o Ministério Público Estadual.

A intenção é investigar os eventuais actos de violência praticados pelos polícias durante a operação.

Na terça-feira, agentes da Polícia Militar de São Paulo, em parceria com a Guarda Civil Metropolitana (GCM), iniciaram uma acção contra toxicodependentes, num local no centro de são Paulo, onde se vendia e consumia droga sem entraves.

O inquérito foi instaurado em conjunto por quatro promotores locais das áreas de Justiça e Direitos Humanos, Inclusão Social, Defesa dos Interesses Difusos e Colectivos da Infância e Juventude, e Promotoria da Justiça de Habitação e Urbanismo.

Em conferência de imprensa, os promotores responsáveis pela abertura do inquérito classificaram a acção como "desastrosa".

Para o promotor de Direitos Humanos e Inclusão Social, Eduardo Ferreira, citado pela Agência Brasil, a incursão policial terá servido apenas para dificultar o acesso dos funcionários do serviço social aos dependentes.

Além disso, acrescentou, a maneira como a repressão foi realizada não ajudou a combater efectivamente o problema, apenas gerou mais sofrimentos aos usuários da droga.

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Os promotores realçaram ainda que os toxicodependentes foram expulsos da "Cracolândia" sem nenhuma assistência social, de saúde, segurança ou habitação.

A violência dos polícias durante a operação também foi destacada como uma medida imprópria.

Durante a ocupação, os agentes usaram gás lacrimogéneo e balas de borracha.

O último balanço da operação, divulgado no início da tarde desta terça-feira, indica que foram realizadas 48 prisões e apreendidas 447 gramas de 'crack'.

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