Turquia

Justiça considera que óculos e capacetes de manifestantes são armas

Justiça considera que óculos e capacetes de manifestantes são armas

Um tribunal da Turquia decidiu que óculos de natação, capacetes de motorizada e outros equipamentos de proteção usados por manifestantes durante os protestos antigovernamentais do verão são "armas".

Os manifestantes usaram máscaras feitas de garrafas de plástico, capacetes de motorizada e óculos de natação para se protegerem do gás lacrimogéneo lançado pela polícia antimotim durante as manifestações de junho contra os planos do Governo para a construção de um complexo no parque Gezi.

Um tribunal de Istambul, que está a julgar 23 pessoas detidas nessas manifestações, considerou que aqueles objetos podem ser classificados como armas e que os acusados tinham "a clara intenção" de invadir o parque, confrontar-se com a polícia e destruir propriedade privada.

"Não foram ao parque Gezi para nadar, uma vez que não há nenhuma piscina nesse local", lê-se no acórdão, segundo os meios de comunicação locais.

Cerca de 2,5 milhões de pessoas participaram em protestos antigovernamentais ao longo de três semanas de junho passado, em Istambul e noutras cidades da Turquia.

Os manifestantes exigiam a demissão do primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan, que acusam de querer islamizar o país.

A repressão das manifestações fez seis mortos e mais de 8000 feridos.

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