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Justiça escocesa encerra processo de extradição de eurodeputada catalã

Justiça escocesa encerra processo de extradição de eurodeputada catalã

A justiça escocesa encerrou, esta quinta-feira, o processo de extradição da independentista e eurodeputada catalã Clara Ponsatí, acusada de "sedição" em Espanha, por considerar que já não tem jurisdição devido à sua mudança para a Bélgica.

"O tribunal não tem jurisdição neste caso", disse o juiz Nigel Ross, encerrando vários anos de litígio na Escócia neste caso que envolve a eurodeputada catalã, envolvida na tentativa de secessão catalã de Espanha em 2017.

O juiz explicou que Clara Ponsatí, 64 anos, notificou em maio a justiça escocesa que vive agora na Bélgica, após sua eleição para o Parlamento Europeu e que, portanto, não seria possível extraditá-la da Escócia para a Espanha.

Antiga ministra da Educação do governo catalão, Clara Ponsatí é acusada de "sedição" pela Espanha após participar na declaração unilateral de independência da Catalunha em 2017. Professora de Economia da Universidade Escocesa de St Andrews, Ponsatí foi submetida a um processo de extradição examinado pela justiça escocesa.

Entretanto, como a catalã ocupa uma cadeira no Parlamento Europeu desde 1 de fevereiro de 2020, após a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), com a reorganização de 27 das 73 cadeiras britânicas para os países membros do bloco.

Durante a audiência desta quinta-feira, "o tribunal já havia antecipado que Clara Ponsatí não estava mais sob a jurisdição da Escócia (...) E este processo de extradição finalmente terminou", disse Aamer Anwar, advogado da eurodeputada, no final da audiência.

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Clara Ponsatí, no entanto, continua a ter a sua extradição pedida pela Espanha. Em março, o Parlamento Europeu votou pelo levantamento da sua imunidade, como a dos separatistas catalães Carles Puigdemont e Toni Comin. Para os dois últimos, o pedido de extradição já se encontra nas mãos dos tribunais belgas.

A tentativa de secessão da Catalunha desencadeou uma profunda crise política em Espanha, que o novo Governo de coligação do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, prometeu tentar resolver por meio de negociações.

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