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Kadafi diz que Mediterrâneo e Norte de África são "zona de guerra"

Kadafi diz que Mediterrâneo e Norte de África são "zona de guerra"

O líder líbio, Muammar Kadafi, ameaçou, sábado, as forças aliadas com uma resposta militar e assegurou que o Mediterrâneo e o Norte de África converteram-se numa "zona de guerra", numa mensagem áudio difundida na televisão estatal do país. Leais ao regime servem de escudo humano aos mísseis dos aliados, que causaram pelo menos 48 mortos e 150 feridos, segundo a televisão estatal líbia.

Kadafi descreveu a operação lançada, sábado, no âmbito de uma resolução das Nações Unidas, como uma "agressão injustificada" à Líbia.

"Os arsenais estão abertos para defender a Líbia", acrescentou o líder líbio, que considera que todos os alvos, civis ou militares, do Mediterrâneo são passíveis de ser atacados.

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Segundo a televisão estatal líbia, os ataques aliados causaram pelo menos 48 mortos e 150 feridos. Testemunhos colhidos pelas agências internacionais davam conta de explosões e tiros de metralhadora e anti-aéras em Tripoli, cidade onde Kadafi estará ainda refugiado.

Muitos líbios fiéis a Muammar Kadafi, que continua a considerar Obama como um filho, estão a formar escudos humanos à volta das instalações militares do regime líbio.

Uma forma de impedir os ataques da aviação internacional e de virar a opinião pública contra o Ocidente, caso haja vítimas nesses ataques.

Sirte, a terra natal do líder líbio, Muammar Kadafi, foi atacada por mísseis e raids aéreos da coligação internacional, relata a agência oficial do país Jana.

"Bombardeamentos aéreos e com mísseis prosseguem esta noite em numerosos objectivos civis em Zouara (oeste), Tripoli, Sirte et Benghazi (leste)", segundo a agência, citando um porta-voz das forças armadas líbias.

Um alto funcionário líbio descreveu a operação como "agressão bárbara", dizendo que está a ter como alvo civis e alvos militares e que há registo de "muitas vítimas" e "danos graves".

Sobre o abate de um avião francês na região de Tripoli, a televisão oficial noticiou que a "defesa antiaérea líbia o abateu no sector de Njela".

A agência France Press informou que o exército francês nega que um avião seu tenha sido abatido.

A operação militar internacional, no âmbito de uma resolução das Nações Unidas, foi lançada hoje por um avião francês contra um veículo das forças do líder líbio, pelas 16:45, num local não divulgado.

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