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Kadafi surge em público após 15 dias ausente e assessores deixam Líbia

Kadafi surge em público após 15 dias ausente e assessores deixam Líbia

O chefe do regime líbio, Muammar Kadafi, fez, na noite de segunda-feira, uma aparição pública em Tripoli para saudar algumas dezenas de apoiantes, de acordo com imagens difundidas pela televisão oficial líbia.

Kadafi saudou, diante do palácio Bab El Aziziya, os seus apoiantes, avança a agência EFE, acrescentando que as dezenas de manifestantes que o saudavam também envergavam imagens do líder líbio e emblemas verdes, a cor do regime.

Esta foi a primeira vez nas últimas duas semanas que Kadafi apareceu em público. Na sua última mensagem, através da agência oficial Jana, a 30 de Março, o dirigente acusou a coligação internacional de lançar uma guerra de cruzados no Mediterrâneo.

Segundo um porta-voz do governo líbio, o regime está pronto para negociar qualquer forma de reforma política, como eleições ou um referendo, embora rejeite uma partida do coronel Muammar Kadafi.

"Como a Líbia é governada é uma outra questão. Qual o sistema político a aplicar no país? Isso é negociável. Podemos falar. Podemos ter tudo, eleições, referendo, etc.", declarou Mussa Ibrahim aos jornalistas.

Contudo, Mussa Ibrahim precisou que "o líder é a válvula de segurança para o país e para a unidade da população e das tribos. Pensamos que é muito importante para qualquer transição para um modelo democrático e transparente".

A revolta popular contra Kadafi, no poder há mais de 40 anos, começou em meados de Fevereiro e culminou numa guerra civil que opõe as forças leais a Kadafi aos rebeldes. Entretanto, em Março, as Nações Unidas aprovaram uma resolução e acabaram por intervir no terreno, numa coligação liderada pelos Estados Unidos, França e Grã-Bretanha.

Assessores ministeriais fogem para o Mali

Entretanto, dois assessores dos ministérios líbios da Comunicação Externa e da Cooperação Internacional, respectivamente Salem Mabruk Abdallah e Jomaa Ibrahim Ammar, cruzaram segunda-feira a fronteira com a Tunísia em fuga para o Mali, noticia a Efe.

Os dois assessores atravessaram a fronteira em Ras Jedir, em direcção ao aeroporto internacional de Djerba-Zarzis para embarcar num avião com destino à capital do Mali, Bamako, pormenorizou a agência noticiosa tunisina (TAP).

Na semana passada, o então chefe da diplomacia líbia, Mussa Kussa, também entrou na Tunísia para viajar para Londres, onde declarou o seu repúdio do regime de Muammar Kadhafi.