Fronteira

Kiev prevê adquirir armas "defensivas" para enfrentar agressividade russa

Kiev prevê adquirir armas "defensivas" para enfrentar agressividade russa

A Ucrânia pretende adquirir armas "defensivas" junto de países ocidentais para fazer face "à agressividade" da Rússia perto da fronteira, disse esta quinta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba.

"A agressividade da Rússia tem endurecido consideravelmente nas últimas semanas", indicou Kuleba aos jornalistas.

Neste sentido, a Ucrânia prevê negociar com o Ocidente a conclusão dos acordos sobre a compra de armas defensivas, afirmou o chefe da diplomacia de Kiev.

Na passada segunda-feira, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, advertiu Moscovo contra as "novas ações agressivas" na fronteira com a Ucrânia, onde se registam movimentos militares russos "importantes e inusuais".

"Todas as novas provocações ou ações agressivas por parte da Rússia são muito preocupantes. Nós apelamos à Rússia para que seja 'transparente' sobre as atividades militares", disse Stoltenberg durante uma conferência de imprensa conjunta com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia que decorreu em Bruxelas, no quartel-general da NATO.

Também os Estados Unidos e a União Europeia demonstraram "inquietação" nos últimos dias sobre o destacamento de tropas russas junto à fronteira ucraniana.

Segundo Moscovo, Kiev exagera artificialmente "a ameaça russa" para desviar a atenção das infrações cometidas em relação aos acordos de paz de Minsk sobre o leste da Ucrânia.

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A relação entre os vizinhos agravou-se depois da anexação russa da península ucraniana da Crimeia em 2014 que desencadeou um conflito no leste da Ucrânia entre Kiev e separatistas pró-russos.

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