Covid-19

Kim Jong-un envia condolências à Coreia do Sul devido ao surto

Kim Jong-un envia condolências à Coreia do Sul devido ao surto

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, enviou uma "mensagem pessoal de condolências" aos sul-coreanos que lutam contra o coronavírus, anunciou a presidência da Coreia do Sul, país onde já morreram 35 pessoas e há quase seis mil infetados.

Na carta enviada ao presidente sul-coreano, Moon Jae-in, Kim "expressa condolências aos sul-coreanos que estão a enfrentar a epidemia", disse Yoon Do-han, alto funcionário da presidência sul-coreana, também chamada de "Casa azul".

O líder norte-coreano também disse estar "preocupado" com a saúde pessoal de Moon e "enfatizou a amizade e confiança inabaláveis" do presidente da Coreia do Sul, expressando ainda frustração por não poder fazer nada para ajudar o país vizinho neste momento.

Na carta, o líder da Coreia do Norte repetiu várias vezes que não há casos do coronavírus no seu território, uma alegação questionada por muitos especialistas.

Apesar de Moon ter enviado a Kim uma carta de resposta, transmitindo gratidão, não ficou claro se a mensagem do líder da Coreia do Norte terá constituído uma tentativa de melhorar a tensão com a Coreia do Sul depois de declarações feitas pela sua irmã.

Kim Yo-jong, uma das conselheiras mais próximas de Kim Jong-un, afirmou na terça-feira que os protestos de Seul contra testes militares realizados no norte são "completamente insanos" e "perfeitamente estúpidos".

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Na segunda-feira, a Coreia do Norte disparou o que Seul descreveu como dois "mísseis balísticos de curto alcance", o que viola as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

Kim Yo-jong comparou as críticas do Governo sul-coreano com "o ladrar de um cão assustado".

"Essas declarações e ações inconsistentes da (presidência sul-coreana) só agravam a nossa desconfiança, o nosso ódio e o nosso desprezo pelo sul", acrescentou.

Moon e Kim construíram laços pessoais em 2018, quando se encontraram três vezes e chegaram a uma série de acordos para aumentar as trocas bilaterais e diminuir a animosidade militar.

Moon, um liberal que defende que a crise nuclear norte-coreana deve ser resolvida através de negociações e de um acordo, foi o intermediário do primeiro encontro de Kim com Donald Trump em Singapura, em 2018.

A relação entre as duas Coreias sofreu, no entanto, um revés depois da segunda reunião entre Kim e Trump, realizada no Vietname no início de 2019.

Desde essa altura que a negociação internacional sobre a questão nuclear norte-coreana está paralisada.

Alguns especialistas consideram que a Coreia do Norte pode estar a tentar reaproximar-se da Coreia do Sul para receber ajuda que permita revitalizar a sua economia, já que os EUA disseram que não vão levantar as sanções impostas a Pyongyang a menos que Kim opte claramente pela desnuclearização.

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